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AVALIAÇÃO 65+

Dez 12, 2017

 

PROJECTO DA AAGI COM O ACES DE ALMADA E SEIXAL
O PRIMEIRO PASSO PARA A MUDANÇA DO PARADIGMA DO ENVELHECIMENTO EM PORTUGAL

 

Já está em marcha o maior projecto em que a Associação se envolveu até hoje. Um projecto que nos traz a esperança de podermos influenciar o envelhecimento em Portugal e poder contribuir para a sua extensão a outros países da Europa.

Em 2008 demonstrámos que a introdução de equipas de 24 horas de enfermagem em Lares de idosos melhorava extraordinariamente a vida das pessoas idosas residentes nessas estruturas e trazia uma poupança de milhares de euros ao serviço nacional de saúde directamente e de milhões de euros à sociedade indirectamente. Utilizámos um sistema de saúde fechado de pequena dimensão e publicámos o trabalho no Banco Europeu de Inovação em Saúde. Mas o País e algumas das suas corporações não estão preparados para estas mudanças, mantendo um modelo de intervenção caritativo e assistencialista.

Agora temos a esperança de podermos formalizar e institucionalizar um projecto que há muito desejamos colocar no terreno. É consequência de uma reflexão de duas dezenas de investigadores e profissionais de diversas áreas. Trata-se da avaliação da condição de saúde das pessoas quando fazem 65 anos, orientando todo o seu projecto de vida no sentido de manter a vida activa e saudável. Um sonho que queremos tornar realidade.

Temos para isto a parceria e liderança do projecto do Agrupamento de Centros de saúde de Almada e Seixal e estamos a iniciar a preparação da equipa que se vai envolver no projecto.
Iniciamos em Janeiro a fase da apresentação aos parceiros, sendo nossa intenção envolver todas as entidades da área que desenvolvam actividade de saúde e social. Vamos também fazer a apresentação pública do projecto.

Esta ideia está transcrita, sem especificidade alguma, na estratégia para o envelhecimento activo e saudável para 2025 e agora poderá passar á prática.

Em breve teremos portal próprio onde poderá acompanhar o desenvolvimento do projecto.

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AGEING CONGRESS 2018

Dez 12, 2017

 

FORTE PARTICIPAÇÃO DA ASSOCIAÇÃO NO AGEING CONGRESS 2018

 

Coimbra vai ser palco de um dos maiores eventos sobre envelhecimento realizado até hoje em Portugal, nos dias 27 e 28 de Maio de 2018.

Decorre já a preparação do evento que motiva a participação de todos os profissionais que desenvolvam actividade na área do envelhecimento por toda a Europa e mesmo por todo o Mundo, já que contará com a participação de dezenas de investigadores internacionais.

O evento é constituído por 7 painéis, sendo um dos painéis da responsabilidade exclusiva da Associação Amigos da Grande Idade, por convite directo do Professor Dr. Ricardo Pocinho.
Neste painel discutir-se-á o estado da arte dos Equipamentos e Serviços Destinados a Pessoas Idosas/A Institucionalização.

A recepção de trabalhos decorrerá até 15 de Abril e podem consultar-se outras informações em https://ageingcongress.com/home/, estando ainda em construção o portal.
Poderão ser solicitadas informações à Associação Amigos da Grande Idade através do mail associacaoamigosdagrandeidade@gmail.com

A página destinada ao nosso painel encontra-se também em construção e poderá ser consultada em https://ageingcongress.com/tracks/equipment-for-the-elderly/
O Chair deste painel será o Presidente da Associação Amigos da Grande Idade, Dr. Rui Fontes e os co-chairs, O Professor Doutor António Ilhicas e a Professora Doutora Carla Ribeirinho.

Este é mais um reconhecimento público da importância da Associação que muito nos honra, pretendendo que o nosso painel seja o mais concorrido de todo o evento. Para isso contamos com a sua participação e apresentação dos seus trabalhos, encontrando aqui uma oportunidade única para transmitir e partilhar o seu conhecimento e a sua experiencia.

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Governar deve ser a Arte do Impossível

Out 17, 2017

“A política é a arte do possível. Toda a vida é política”

 Cesar Pavese

Se a política fosse a arte do possível, como disse Pavese, e antes dele Bismark, bastaria eleger o Ministro das Finanças. Mas não é e não posso estar mais em desacordo. A verdadeira política não se pode circunscrever ao possível e deve almejar o impossível. A distinção entre a política como “arte do possível” ou como “arte do impossível” é a mesma que existe entre políticos e estadistas. Os primeiros limitam-se a cumprir o mandato, os segundos mudam a história. Relativamente aos primeiros, Eça, com a sua acutilância verrinosa e desiludido com a política portuguesa, observou que “políticos e fraldas devem ser trocados de tempos em tempos pelo mesmo motivo”. A limitação de mandatos terá aqui, certamente, um argumento de peso. No entanto, as recandidaturas de alguns “dinossauros” às próximas eleições autárquicas, com base em que têm o dever de continuar a obra que foi interrompida por imperativos legais e não por vontade dos cidadãos, leva-me a pensar que os seus potenciais eleitores discordam da interrupção e, desiludidos com o substituto que elegeram, votarão no candidato que melhor serve os seus interesses. Resta saber de que interesses falamos.
De acordo com o nº 3 do Art. XXI da Declaração Universal dos Direitos do Homem: “A vontade do povo será a base de autoridade do governo; esta vontade será expressa em eleições periódicas e legítimas, por sufrágio universal, por voto secreto ou processo equivalente que assegure a liberdade de voto”. Ou seja, se a política for a arte do possível, convém que o “possível” seja exigente e só o será se os cidadãos tomarem consciência do seu papel de agentes transformadores da sociedade, recusando os “determinismos sociais” patentes nos modelos de sociedade com que amiúde são confrontados. As mudanças sociais e de sociedade registadas ao longo do processo histórico da humanidade são bem o exemplo de que o “que tinha que ser assim e não podia ser de outra maneira”, afinal… “podia ser de outra maneira”. Mas sendo o interesse pela política um indicador que funciona como barómetro da preocupação dos cidadãos pela “coisa pública”, os dados disponibilizados pelo Inquérito Social Europeu no período compreendido entre 2002 e 2014, são bastante preocupantes, uma vez que na Europa os portugueses são os que mais dizem que não têm nenhum interesse pela política 38,4%, o dobro da percentagem média na Europa (19,1%). Na Dinamarca, considerado o país “mais feliz” do mundo, apenas 5,1% dos dinamarqueses dizem que não se interessam pela política. Se juntarmos a isto o facto de os portugueses se situarem entre os europeus que menos confiança têm nos políticos e que mais estão insatisfeitos com a governação, podemos considerar que serão pouco cuidadosos na escolha dos políticos que elegem. Dito de outro modo, se em democracia “a vontade do povo é a base de autoridade do governo”, o governo, bom ou mau, é a expressão do voto dos eleitores. A imagem seguinte mostra a relação entre a confiança nos políticos e a satisfação com a governação:

Fonte: European Social Survey 2002-2014 ( www.europeansocialsurvey.org)

 

A conclusão parece evidente: existe uma relação virtuosa entre o interesse pela política, a confiança nos políticos e a satisfação com a governação. Os portugueses
ficam muito mal posicionados neste conjunto de indicadores. Queixam-se dos políticos, de quem desconfiam mas que elegeram; estão insatisfeitos com a governação que emana das suas escolhas eleitorais e consideram-se apenas moderadamente felizes. José Gil em Portugal, Hoje – O Medo de Existir traça o retrato desta situação singular. Será um atavismo dos portugueses ou é meramente conjuntural? O “mal” parece antigo, a fazer fé neste excerto de Pátria, escrito por Guerra Junqueiro há mais de 100 anos (1896):²

“Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, […] um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; […] Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública […] Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País. A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas. Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar.”

Como se vê, a crítica aos partidos que mina a nossa democracia, não mudou muito em 120 anos, o que me leva a pensar que o problema não está nos políticos mas nos eleitores. Para transformar Portugal, é imperioso que as pessoas acomodadas se transformem em cidadãos incomodados. Só assim é possível alterar a política como “arte do possível” para a política como “arte do impossível”, aumentando a exigência da governação e o bem-estar do povo.

Rui Brites 1

Publicado na Revista [Sem]Equívocos, nº3, Verão 2017: 10-11


1 Sociólogo e professor universitário (rui.brites@outlook.com)

2 Embora pareça tão actual. A crítica aos partidos, que mina a nossa democracia, não mudou muito em 100 anos.

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Início do Curso de Pós-graduação 2017/2018

Out 9, 2017

 

IV PÓS GRADUAÇÃO EM GESTÃO DE SERVIÇOS E EQUIPAMENTOS DESTINADOS A PESSOAS IDOSAS

 

Iniciou-se a 7 de Outubro a IV Pós Graduação em Gestão de Equipamentos e Serviços destinados a Pessoas Idosas.

Esta Pós Graduação é uma iniciativa realizada em parceria com a Escola Superior de Saude da Cruz Vermelha Portuguesa e vais decorrer até 30 de Junho de 2018 com 21 sessões presenciais conferindo 30 ECTS, diploma de curso e certificado de formação profissional.

A IV Pós Graduação tem algumas alterações em relação às anteriores edições, respondendo assim de forma mais pragmática às necessidades dos participantes.

Esta edição é constituída essencialmente por sois pilares: um com grande componente teórica e académica que culminará com a apresentação de artigos científicos ou trabalhos de pesquisa e outro exclusivamente prático que permitirá a cada um dos participantes desenvolver um projecto pessoal e profissional, com acompanhamento permanente de tutoria. É uma ambição significativa que muito eleva as expectativas mas temos a certeza que iremos conseguir os objectivos propostos, tendo em conta a experiencia já acumulada nas 3 edições anteriores.

No que respeita a docentes mantem-se o conjunto único de personalidades relevantes que temos conseguido juntar e que disponibilizam o seu tempo para garantir o êxito desta formação. Rui Brites, Ricardo Pocinho, Cláudia Moura, Carla Ribeirinho, Joana Ferreira, Maria João Quintela, António Fonseca, Helder Fernandes, Luís Jacob, Zaida Azeredo, António Palha, Sérgio Santos, Alexandra Neves, Paula Almeida são alguns dos docentes desta Pós Graduação.

A Pós Graduação vai integrar ainda um fim-de-semana de formação executiva que será aberto a participantes externos, constituído por sessões de formação e por oficinas de trabalho. Este fim-de-semana executivo tem o apoio de várias empresas, destacando-se a Gameiros, Servilusa, X Action e My Sénior.

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Lista de Discentes – Curso de Pós-graduação 2017/2018

Out 3, 2017

 

Já se encontra disponível a lista de discentes seleccionados para o Curso de Pós-Graduação 2017/2018. Pode consultá-la mais abaixo.

 

  1. Ana Sofia Martins Mendes
  2. Andreia Marques André
  3. Ricardo Alexandre Davide Carragosela
  4. Nuno Miguel Lopes Valente
  5. Daniela Filipa Machado Dias
  6. Isabel Paula Gomes Araújo
  7. Liliana Carina Gomes
  8. Nuno Manuel Carvalho Conceição
  9. Rebeca de Barros Caldeira
  10. Sónia Alexandre Farias de Sousa Claro
  11. Tânia Patrícia Afonso Coelho
  12. Tânia Filipe Brogueira Vieira
  13. Tiago Emanuel da Conceição da Piedade
  14. Vânia Sofia Jorge da Silva Jesus
  15. Raquel Marques de Sá Costa
  16. Nuno Miguel da Silva Pinhão Dâmaso Fazenda
  17. Mónica Alexandra Juvandes Vaz
  18. Gui do Couto Gonçalves
  19. Maria Luísa Teves
  20. Maria Teresa dos Reis Lopes Silveira Galvão
  21. Valentim dos Santos
  22. Susana Maria Nunes de Oliveira Fazenda
  23. Ana Júlia da Silva Monteiro de Macedo
  24. Filipa de Almeida Pico
  25. Paula Cristina Ferreira Soares Consciência
  26. António Mendes Abrantes
  27. Fernando Augusto Costa Pires

 

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NOVA PARCERIA: ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA ENFERMEIROS E MÉDICOS DE EMERGÊNCIA

Jul 20, 2017

APEMERGA Associação Amigos da Grande Idade estabeleceu mais dois protocolos com entidades de relevância nacional e importantes para o desenvolvimento de trabalho conjunto em várias áreas.

A APEMERG é uma jovem associação que tem como objetivos a divulgação e melhoria da imagem dos profissionais médicos e enfermeiros de emergência pré-hospitalar, , organizar eventos científicos, fomentar a investigação clinica e participar como grupo consultivo: tudo isto na área da emergência pré-hospitalar.

A Associação Amigos da Grande Idade e a APEMERG tem a intenção de desenvolver formação na área da intervenção de emergência destinada a profissionais menos qualificados que exercem funções em equipamentos e serviços destinados a pessoas idosas.

OPUS GAYA outra parceria recentemente assinada foi com a OPUS GAY, uma organização cívica de carater social criada para promover a solidariedade entre todos os membros da comunidade LGBT portuguesa, ultrapassando fronteiras politicas, geográficas, sociais e etárias.

A Associação Amigos da Grande Idade tem como objetivo discutir e refletir sobre a situação da comunidade LGBT no processo de envelhecimento, enquadrando esta reflexão num âmbito mais geral que é o da sexualidade no envelhecimento.

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PROTOCOLO COM A RESIDÊNCIA SÉNIOR LEZÍRIAS

Jul 20, 2017

RESIDENCIA SÉNIOR LEZIRIASA associação Amigos da Grande Idade assinou um protocolo de colaboração com a Empresa Pétalas pautadas, detentora de uma Estrutura Residencial para pessoas idosas, a Residência Sénior Lezírias.

Este protocolo pretende entre outros objetivos, implementar um centro de formação profissional em contexto de trabalho, com realização de cursos de assistente operacional, auxiliares, diretores técnicos, enfermeiros, assistentes sociais, gerontólogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, amimadores sociais, psicólogos e outros profissionais que exerçam funções em equipamentos e serviços destinados a pessoas idosas.

Também existe a intenção de serem desenvolvidos alguns trabalhos de investigação na área da institucionalização e aplicação dos mais inovadores procedimentos, avaliando os mesmos e apresentando resultados após a sua aplicação.

A Associação que em breve poderá a gestão dos seus primeiros equipamentos com prestação de serviços e cuidados, aguardando para isso, o estatuto de IPSS cujo processo está em curso, não quer perder a ligação ao trabalho de terreno que se realiza e a ligação aos problemas e necessidades da institucionalização.

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