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ANÁLISE DE ESTUDO DE CASO EM UNIDADE RESIDENCIAL NOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA

Mar 26, 2020

Este estudo é feito com base exclusivamente na informação que foi disponibilizada e que não é total, na medida em que a própria entidade ou entidades reguladoras reservam informação com o objectivo de combaterem o alarmismo.

 

 

 

Dia 0: 19 de Fevereiro
Aparece o primeiro infectado com teste positivo ao COVIN 19

Dia 8: 27 de Fevereiro
Diminuem dois residentes sem informação de causa!

Dia 9: 28 Fevereiro
48 Trabalhadores são enviados para casa
É registada a primeira morte

Dia 15: 5 de Março
Registam-se 13 mortes

Dia 16: 6 de Março
50 Residentes são transferidos para Hospital
32 Trabalhadores são enviados para casa
Falecimentos aumentam para 19

Dia 21: 12 de Março
Falecimentos aumentam para 25

EVIDENCIA:
Num período de um mês (até serem fornecidos dados) em 140 residentes de um lar, temos 33 mortos e 66 transferidos para Hospital não se sabendo o que aconteceu. O Lar está reduzido ao fim de 29 dias a 42 residentes. Tinha 140 residentes!
Os trabalhadores, ao fim de 29 dias estão reduzidos a 100. Tinha 180 trabalhadores!

Desde logo permite-nos concluir:
1. Qualquer suspeita deve ser imediatamente testada (se possível fora do lar);

2. Qualquer caso positivo deve abandonar o lar o mais rapidamente possível, ficando todos os outros em isolamento com medidas de protecção individual pesadas.

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EMERGÊNCIA MUNDIAL: DRAMA NOS LARES DE IDOSOS

Mar 26, 2020

24-3-2020; 16.11 HORAS

A Associação Amigos da Grande Idade, envia o gráfico do primeiro estudo de caso a nível mundial num Lar de Idosos nos Estados Unidos da América. Este gráfico vem confirmar as piores expectativas da Associação em relação aos lares de Idosos em Portugal.

É urgente fazer testes nos lares de idosos o mais rapidamente possível para evitarmos aquilo que consideramos uma catástrofe nacional. Não tinhamos até agora evidencia cientifica, mas com este estudo de caso verificamos que, mesmo com as melhores práticas e os maiores meios vamos ter uma situação incontrolável.

Este trabalho está ser liderado pelo Professor Doutor César Fonseca e apoiado pelo professor Doutor António Ilhicas(vice presidente da Associação) e Dr. Rui Fontes (Presidente da Associação).
Neste momento começámos a trabalhar numa projecção muito optimista para os lares em Portugal onde existem mais de 90.000 camas.

Repetimos que é urgente iniciar testes nos lares de idosos e actuarmos rapidamente na orientação de transferências e cuidados nessas entidades.

Gostaríamos de estar errados. Seria mesmo uma imensa alegria. Contudo podemos vir a estar certos e a evidência deste estudo de caso vem nesse sentido.

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LARES DE IDOSOS SEM ALVARÁ : O DRAMA ESCONDIDO

Mar 26, 2020

26-03-2020. 13.30 HORAS
A Associação Amigos da Grande Idade vem chamar a atenção a todas as autoridades públicas pela situação dos lares que não tem alvará e não se encontram registados na carta social e na entidade reguladora.
Esse conjunto de lares de idosos e casas de acolhimento podem estar ou vão estar a passar por uma gravíssima situação.
Em primeiro lugar não vão divulgar a situação dos seus residentes em fases iniciais e, esperemos que seja só nestas fases, dados que não sendo entidades legalizadas não tem organismos a quem recorrer. Em segundo lugar as suas condições de funcionamento contrariam todas as regras mínimas de protecção.
Acresce que temos informação de profissionais de saúde e sociais (enfermeiros, médicos, assistentes sociais) que abandonaram esses lares de idosos para não assumirem responsabilidades em situações de ilegalidade.
Também os familiares, não tem interesse em mostrar-se disponíveis para retirar desses lares de idosos as pessoas mais velhas, não tendo solução alternativa.
Prevemos assim um quadro profundamente dramático nestes lares de Idosos.
A Associação apela à consciência das entidades para determinar rapidamente alguns procedimentos que deviam passar por:

1. Requisição da GNR e Protecção civil para entrarem dentro desses lares e fazerem um registo de situação de cada um deles, de formaa prevenir ou a intervir o mais rapidamente possível quando se justificar;

2. Determinar procedimento não penalizante e fiscalizador mas pedagógico e de influência a mudanças de práticas e activação de colaboração com os donos desses lares.

Pela urgência deste assunto, enviamos comunicação a V. Exlas., no sentido de alertar para um problema que todos remos a obrigação de resolver. As pessoas idosas não escolherem estes lares e não tem responsabilidade sobre o processo de legalidade ou ilegalidade.

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COMO PODEMOS REAGIR?

Mar 24, 2020

Neste tempo imprevisível com um vírus incontrolável a determinar os nossos procedimentos e as nossas vidas, distinguem-se algumas pessoas e poucas entidades que contribuem para responder a situações que nunca foram vividas.
Os lares de idosos tornaram-se um gravíssimo problema de saúde pública, na medida em que é inevitável a infecção de pessoas que se encontram ou trabalham nesses locais. Gravíssimos porque se conhecem as percentagens de óbitos na população com mais de 80 anos.
Os Directores Técnicos com competência e capacidade de liderança, dos lares de idosos vivem dois comportamentos diferentes: um, no qual não podem dramatizar a situação junto das pessoas idosas, porque a depressão e ansiedade dessas pessoas já é muito elevada e não deve ser aumentada. Outro, porque tem consciência da sua incapacidade de combater este cruel vírus e sabem que muitos dos seus residentes não vão sobreviver.
Vivem ainda um perfeito isolamento na maior parte dos casos, na medida em que os que ontem queriam mandar e sobrepor-se sobre eles, sem qualquer capacidade científica e técnica, fugiram e vão fugir ainda mais. Agora a responsabilidade total passou para os directores técnicos e para os enfermeiros. Durante o ano são os gerentes, os provedores, os presidentes das instituições que têm o mau procedimento de pensarem que sabem alguma coisa de idosos, de saúde e de lares.
É pois dramática a situação de directores técnicos de lares conscientes e competentes. Veem-se perante algo que não conseguem resolver, sabendo que é uma questão de dias até o “bicho” entrar no lar.
Pior é a falta de meios. Quando, durante anos, pediram mascaras, luvas, aventais, toucas, produtos desinfectantes cientificamente acreditados, formação para o pessoal e implementação de protocolos, os “donos” dos lares privados e sociais argumentavam sempre com a falta de dinheiro e a mania dos licenciados que pensam saber tudo.
Agora fugiram para casa e mandam mensagens a dizer para pedir esse material a empresas que não o tem e que nunca pensaram que esses lares os consumissem, não lhes podendo dar prioridade nos seus fornecimentos.

Mas é obrigatório lutar, É obrigatório distinguirem-se como directores técnicos mas acima de tudo como líderes de entidades e instituições para as quais trabalham.
Os problemas que estão diagnosticados são essencialmente:
1. Falta de recursos humanos pela incapacidade de saúde de alguns e pela Impossibilidade de sair de casa de muitos. As equipas estão reduzidas a menos de metade em centenas de situações e não se deve insistir nem um segundo para que uma trabalhadora mantenha o trabalho se tossiu, tem queixas de cansaço, teve um pouco de febre ou simplesmente tem que contactar na sua vida particular com espaços e/ou pessoas que podem ser consideradas portadores ou potenciais portadores. Requer-se pois um questionário individual muito rigoroso a cada um dos nossos trabalhadores para perceber o seu grau de risco e tentar diminui-lo ou atenuálo. Mais que isso deve-se reduzir as trocas de turnos e assim as entradas e saídas do Lar, conseguindo que a equipa entenda que neste momento não são simplesmente trabalhadores mas heróis nacionais dos quais se espera comportamentos patrióticos que devem ultrapassar as suas conveniências pessoais.
No fim faremos contas e julga-se que a disponibilidade, o sentido de responsabilidade e a solidariedade serão devidamente compensados. Assim os horários devem ser alterados e conseguir-se no mínimo uma única rendição de turno por dia, implementando turnos de 12 horas a render às 8 e às 20 horas, sendo que o ideal seria render uma única vez por dia com turnos de 24 horas quatro em quatro dias.

2. Falta de formação e actualmente de informação dos colaboradores. A informação tem sido muita mas não parece eficaz. Os colaboradores de lares de idosos não podem ser enganados e não se pode omitir informação que se conhece e já apresenta evidência científica. Tem que saber da inevitabilidade da entrada da infecção nos lares e tem que ter consciência de que metade da população que hoje cuidam tem uma enorme possibilidade de não resistir e falecer. E saber que contra isso há pouco ou nada a fazer, sendo que a atenuação desta situação é possível. Desde o final do ultimo anoque se sabe, em alguns países, que morreram muitas pessoas idosas infectadas em lares de idosos. Terão sido mesmo as primeiras vítimas. É por isso impensável dizer-se que vai tudo correr bem, se calhar vamos ter sorte, o vírus não entra aqui e outras frases que se vão ouvindo. Sendo assim é preciso saber como podemos atenuar esta situação. Desde logo formar a equipa para ter cuidados rigorosos na entrada no lar, despindo toda a sua roupa e especialmente resguardando os sapatos, na área que habitualmente tem para o fazer ou encontrando um gabinete para o fazer. Vestir roupa do lar, diariamente lavada, proteger-se com uma máscara, um avental e uma touca, desinfectar, após lavagem rigorosa, as mãos. Tocar no menor número de superfícies que seja possível. Falar com os residentes e colegas a distancia considerada
segura e evitar manifestações de toque. Andar com um spray carregado de líquido desinfectante pode ser boa ideia. Quando não há pode misturar água com sal e vinagre ou mesmo lixivia. Não esquecer de identificar todas as embalagens com o nome do conteúdo. Deve informar-se que existem perigos no exterior que podem envolver os seus familiares, tanto eles a infectarem como a serem infectados pelo que todos os cuidados, mesmo parecendo exagerados, nunca são demais.

3. Os residentes. Os residentes habitualmente ficam alheios a estas situações mais graves, defendendo através de ignorarem aquilo que lhes pode fazer pior. Dai ser difícil passar a mensagem porque quando dizemos a alguns que podem morrer, encontramos respostas como isso é que era bom e nunca mais acontece. Assim não parece existir nada de especial a introduzir na rotina normal a não ser tentar mantê-los mais afastados uns dos outros, se existirem condições fazê-los permanecer no exterior o tempo possível, introduzir higiene oral com bochechos com desinfectante pelo menos duas vezes ao dia. Arranjar spray onde se pode colocar desinfectante oral para fazer várias vezes ao dia. Aumentar a ingestão de água, muita água. Toda a equipa tem que ter os mesmos procedimentos e levar estas actividades a sério. Uma das responsabilidades é acompanhar de perto todos os residentes e verificar qualquer sinal de alerta: a tosse, queixas de constipação ou gripe, dor no peito, febre e mesmo mau estar abdominal e diarreia. Qualquer destas situações deve ser de imediato comunicada ao Director técnico, sem hesitações. Podemos introduzir um copo de vitamina C solúvel às refeições ou pelo menos uma vez por dia e reforçar, reforçar muito a mobilidade.
É um esforço maior mas que pode vir a ter resultados muito gratificantes. Nestas alturas é que as equipas e as pessoas se distinguem e ganham uma dimensão profissional diferente. Muita atenção à utilização e passagem de mão em mão de telemóveis ou telefones. Após utilização deve ser de imediato desinfectado. Também os teclados dos computadores, puxadores de portas, marcações de ponto digitais, etc., devem ser considerados veículos de transmissão, pela que a lavagem de mãos após a sua utilização é obrigatória.

4. Acessos. Os acessos ao lar já estão determinados, sendo proibida a entrada às visitas. Contudo existem outras pessoas que têm acesso ao lar como os fornecedores. Nestes casos deve evitar-se a sua entrada no espaço interior do lar, receber mercadorias e, de imediato, desinfectar com qualquer liquido que exista e com algumas propriedade de desinfectante, todos os materiais que trouxerem, caixas, equipamentos, pacotes de fraldas. Nada pode entrar no lar sem essa desinfecção, nem que tenha que ser desembalado. Deve também introduzir-se uma folha para registar
todas as entradas e saídas do lar, mesmo dos funcionários, sempre que exista esse movimento. Tal tem a ver com a possibilidade de, em caso de acontecimento critico, podermos estabelecer o momento e o contacto com agente potencialmente infectado ou transmissor. Esse registo deve incluir a data e a hora. Podemos autorizar a entrada de pessoas externas pontualmente desde que sejam utilizadas todas as medidas de protecção individual: lavar mãos, colocar mascara e touca, bata se possível e não utilizar calçado da rua. Todo o equipamento deve ser passado com líquido desinfectante e evitar proximidade e toque a pessoas do interior.

Outros problemas irão surgir com o desenvolvimento da situação e, a cada um deles, devemos responder com todo o nosso conhecimento, empenho e experiencia.
Esperemos que tudo corra bem

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DRAMA NOS LARES DE IDOSOS

Mar 24, 2020

A Associação Amigos da Grande Idade interrompeu toda a sua actividade no dia 6 de Março para se dedicar em exclusivo à pandemia COVID 19. Contudo a 12 de Fevereiro deste ano fomos alertados por um dos nossos colaboradores e principal referencia cientifica na área do envelhecimento para a aproximação de um problema de saúde que iria reflectir-se gravemente nas pessoas idosas mais incapacitadas, dependentes e doentes, especialmente nas pessoas idosas institucionalizadas. Tratava-se de uma infecção por vírus, detectada num lar de idosos nos Estados Unidos da América que, em menos de 48 horas matou 30 dos 60 residentes desse Lar.

A partir dessa altura ficámos mais alertados e, em vários encontros, reflectimos sobre as conseq2uencia de tal situação vir a ocorrer no nosso País com o panorama dos lares de idosos que é conhecido.

Rapidamente atingimos o pico da preocupação e há duas semanas defendíamos a constituição de uma coordenação nacional para os lares de idosos que pudesse centralizar informação, determinar procedimentos e, muito especificamente para os lares, promover uma acção concertada que alterasse práticas, comportamentos, atitudes e modelos de intervenção junto dos residentes dos lares.
Hoje reconhecemos que poderíamos estar a antecipar, sem razão, uma catástrofe nacional, E, por momentos, algumas vezes, ainda temos a ideia de que estamos a fazêlo, dramatizando e especulando. Mas não. Infelizmente não é isso que acontece e o que vamos dizendo poderá estar adiantado no tempo mas vai, de certeza, acontecer.

Quando o nosso Presidente afirmou que não iriam sobre viver cerca de 40% das pessoas idosas em lares foi duramente criticado por alguns sectores que, a copiarem a letra de uma canção recente de um cantor português, preferiram e preferem assobiar para o lado. Nessa altura, a área científica da Associação chamou a atenção que aquela afirmação era conservadora. Os números indicam cerca de 50%.
No dia de hoje, 23-3-2020, ainda é difícil de acreditarmos naqueles números, E nós desejaríamos estar completamente errados e sermos acusados de catastrofistas. O problema é que pode acontecer rapidamente.

E começam a surgir sinais muito preocupantes. Nos últimos três dias os lares saltaram para as primeiras páginas: pessoas infectadas em lares, primeiro os profissionais, criando situações de ruptura em poucas horas e agora as pessoas idosas. E estamos em crer que as inúmeras ”normais” mortes dos últimos dias em lares de idosos têm uma única razão: COVID 19. Acontece que a causa de morte das certidões de óbito não o referem porque isso exige testes e comprovação que não são feitos. É certo que nesta altura do ano, os falecimentos na população idosa aumentam mas sem sabermos na realidade os números não podemos, para já, fazer mais análises.

De qualquer forma o que nos começa a preocupar é o futuro imediato. O final desta semana e as próximas duas semanas.

Conhecemos profundamente a realidade dos lares de idosos e não estamos nada optimistas sobre a situação.

Propomos de imediato:

1. Agilização e divulgação da anunciada comissão de acompanhamento aos lares de idosos;
2. Procura de soluções rápidas e pragmáticas para o isolamento de pessoas idosas em lares (utilização de tendas de campanha nas proximidade ou mesmo junto aos lares);
3. Divulgação de procedimentos perante o falecimento de pessoas idosas em lares;
4. Criação de bolsa nacional de voluntários centralizados na comissão de acompanhamento aos lares para intervenção rápida e pontual;
5. Intervenção de meios militares para desinfestação e vigilância de lares;
6. Intervenção urgente por autoridade local nos lares ilegais.

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