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Portugal mais velho – APAV

Mai 31, 2019

Portugal mais velho

 
O Presidente da AAGI foi convidado a fazer parte do projecto “Portugal mais velho” da APAV em parceria com a Fundação Calouste Gulbenkian. Este projecto inclui vários grupos de trabalho e pretende compreender as situações críticas que dizem respeito às Pessoas idosas mais dependentes.
A AAGI, através do seu Presidente, integra o subgrupo 3 que se debruça sobre Cuidadores/as e a primeira reunião realizou-se no passado dia 21 de Maio.
Fazem parte deste subgrupo Alexandre Castro Caldas; Anabela Salgueiro, António Fonseca; Cristina de Freitas, Graça Melo e Silva; Helena Falcão, Isabel Sérgio, Mafalda Ferreira, Maria Fernanda Farinha, Maria João Núncio, Marta Carmo, Patrícia Rodrigues; Pedro Cardoso, Rosário Sobral e Rui Fontes.
Nesta primeira reunião, realizada na sede da APAV, foi feita a apresentação individual de cada um dos participantes, discutida a terminologia a adoptar para cuidadores e as principais dificuldades dos prestadores de cuidados a pessoas idosas.
A AAGI congratula-se por algumas das conclusões estão de acordo com as mais antigas preocupações da Associação.
Destacamos a observação feita ao modelo de comparticipação, reconhecendo que a institucionalização é mais comparticipada que a permanência no domicílio e os cuidados ai prestados desenvolvendo uma intervenção que tende a disfuncionalizar e a beneficiar a dependência e não a funcionalidade como se deseja e como acontece em países mais desenvolvidos.
Também o modelo de actuação das Instituições que é dirigido essencialmente à doença e incapacidade e não á prevenção faz parte das preocupações do grupo.
A falta de formação nos cargos de gestão das Instituições e entidades, bem como a intervenção na gestão virada exclusivamente para a sobrevivência financeira, anulando preocupações directas com as pessoas foi também objecto de observação.
Finalmente foi referenciado o desajustamento da fiscalização por parte da segurança social e defendida a necessidade de avaliação criteriosa, com classificação pública dos serviços e cuidados destinados a pessoas idosas.
Estas preocupações fazem parte de diversos documentos da AAGI que encontra agora mais um agente de grande relevância nacional, a APAV e Fundação Calouste Gulbenkian, para trilhar o caminho que mudará o envelhecimento e os cuidados a esse envelhecimento em Portugal.
A Associação deseja que este grupo não fique apenas pelas intenções mas que se torne um verdadeiro agente influenciador das entidades publicas que lideram a área social.

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Programa MySenior – Avaliação da Dor

Mai 7, 2019

NOVA FUNCIONALIDADE DO PROGRAMA MY SENIOR DE REGISTO EM LARES DE IDOSOS

O programa My Senior introduziu uma nova funcionalidade: a avaliação da dor.

 

 
O Programa My Senior é um programa de registo para lares de idosos que recebeu, desde a primeira hora, o apoio da Associação Amigos da Grande Idade. Foi construído e é gerido por uma equipa de jovens que se interessou por uma das áreas mais importantes da gestão de lares e tem vindo a desenvolver-se de forma muito interessante acompanhando as principais preocupações e não perdendo tempo em questões que nada beneficiam a operacionalidade no interior de lares de idosos.
Há muito que desejávamos a introdução de escalas de avaliação, simples mas fundamentais para o exercício da gestão em lares de idosos e agora surge a primeira grande alteração que faz uma enorme diferença no futuro da nossa actividade dentro de um lar de idosos. A AVALIAÇÃO DA DOR dos residentes não só significa um passo claro no aumento da qualidade dos cuidados mas é também um marco importante na evolução da prática dos lares de idosos.
Desde sempre contestámos alguns procedimentos patéticos e representativos de desrespeito pelas pessoas idosas como a motivação para actividades de ocupação e lazer, para festas e bailes sem avaliar a dor mantendo um modelo de tortura sobre pessoas que, com dor significativa, são permanentemente acusadas de não quererem participar, não terem motivação.
Avaliar a dor de um residente é o primeiro passo para lhe garantirmos qualidade de vida e assegurarmos cuidados adequados.
A Associação felicita a equipa My Senior por esta alteração que pode ser uma reviravolta importante no desempenho de todos os profissionais em lares de idosos.
Pode consultar mais informação em: https://mysenior.com/news
Aproveitamos ainda para informar que a parceria da Associação Amigos da Grande Idade com a My Senior inclui descontos para os clientes que sejam indicados pela Associação. Pode pois dirigir-se a nós para experimentar e utilizar o programa My Senior, através do nosso mail: associacaoamigosdagrandeidade@gmail.com

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Enfermeiros para Inglaterra e Irlanda

Mar 28, 2019

A Associação Amigos da Grande Idade fechou acordo com representantes da empresa internacional EPSN, especializada na colocação de técnicos de saúde em vários países do mundo, com destaque para Inglaterra e Irlanda.
Esta é uma forma de enfermeiros e auxiliares de saúde iniciarem a sua atividade profissional, experimentarem novos desafios profissionais ou simplesmente desenvolverem os seus conhecimentos, partilha de experiências e ainda aumentarem a sua compensação financeira.
A Associação envolve-se nesta parceria, especialmente porque os profissionais disponíveis para esta proposta vão exercer atividade fundamentalmente na área do envelhecimento.
Desta forma todos os profissionais que dominem a língua inglesa podem inscrever-se através da associação para participarem em entrevista de seleção, sendo que os profissionais com formação dada pela Associação são imediatamente selecionados.
Faça assim sua inscrição para contacto, sem quaisquer compromissos em: https://www.associacaoamigosdagrandeidade.com/assistentes-cuidados-de-saude-reino-unido-e-irlanda/

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Workshop Desafios na Gestão de Lares – 25 de maio

Mar 28, 2019

Vai regressar a formação destinada à gestão de lares que nos últimos dez anos distinguiu a Associação Amigos da Grande Idade e marcou a diferença em centenas de instituições e entidades pela mudanças de comportamento, atitude e desempenho das direções técnicas.
Já a 25 de maio vai realizar-se o workshop “Desafios na Gestão de Lares”, uma formação de oito horas que aborda as principais áreas que podem fazer a diferença na liderança destes serviços.
No segundo semestre deste ano regressa o Curso de Gestão de Lares com 48 horas e o Curso Avançado de enfermeiros para lares de idosos.
O Workshop de 18 de maio terá repetições no Porto e em Coimbra ainda durante o ano de 2019.

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A Felicidade dos Portugueses

Mar 22, 2019
Não é feliz quem quer, só quem quer e quem pode

 

Falar de felicidade, no seu sentido mais amplo, é falar de bem-estar subjectivo enquanto tradutor das respostas emocionais das pessoas em domínios como a satisfação com a vida, a saúde e as relações interpessoais, bem como as avaliações que fazem sobre a sociedade e a governação. Na sua essência, o bem-estar subjectivo é uma atitude que possui duas componentes básicas: afecto e cognição. A cognição refere-se aos aspectos racionais e intelectuais, o afecto às componentes emocionais. Ou seja, a nossa percepção sobre a felicidade é simultaneamente racional e emocional. Sobre o papel das emoções não me pronuncio aqui, pois não tenho “arte e engenho” para tal. A minha perspectiva é a sociológica, racional, portanto, dando resposta ao subtítulo do texto: quem pode ser feliz.

O relatório elaborado pela chamada “Comissão Stiglitz” nomeada pelo então presidente francês Sarkozy² considera que o nível de conforto com que vivemos, a saúde e a escolaridade são três das dimensões com grande impacto na percepção individual do grau de felicidade. O quadro seguinte, que compara Portugal com a nossa vizinha Espanha e a Noruega, considerado o país mais feliz do mundo segundo o último Relatório Mundial da Felicidade das Nações Unidas permite-nos perceber a relação entre as três dimensões e a percepção da felicidade.

Como podemos observar, a primeira nota a salientar é que mais dinheiro, mais escolaridade, excepto na Noruega e melhor saúde têm mais impacto na perceção da felicidade. Os cínicos dirão que vale mais ser rico e ter saúde do que ser pobre e doente. A felicidade é do domínio do ser: somos mais ou menos felizes; não do ter: estamos mais ou menos satisfeitos. Perceber a relação entre o ser e o ter é, assim, essencial quando pretendemos encontrar explicações para a percepção individual da felicidade. Na literatura abundam as referências a esta relação. Sempre que me perguntam se o dinheiro dá felicidade, a minha resposta é que não, o dinheiro não dá nada… compra quase tudo. Mas não compra a felicidade, pois a mesma é um processo incessante de busca individual, “compra” satisfação, que é preditora da felicidade. A relação entre dinheiro e a felicidade é complexa e não é linear. Sabe-se que mais dinheiro pode não ser sinónimo de mais felicidade – paradoxo de Easterlin – mas a evidência empírica mostra que a falta de dinheiro para viver com algum conforto, dá infelicidade. Como diz a sabedoria popular: em casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão.

É nesta perspectiva que podemos perceber a relação entre escolaridade e felicidade. A relação não é directa, está associada ao facto de os mais escolarizados terem melhores empregos, melhores salários e mais oportunidades de mercado. Já a relação com a saúde tem que ser vista de outra forma, especialmente a partir dos 65 anos. Até aos 65 anos, cerca de 55% dos portugueses avaliam o seu estado de saúde como bom e muito bom, na Noruega são cerca de 80% e em Espanha 68%. Mas depois dos 65 anos, em Portugal são 21%, 67% na Noruega e 38% em Espanha. Ou seja, os portugueses avaliam sua saúde pior do que os noruegueses e os espanhóis. Não tenho uma explicação para isto, a não ser pensar que os portugueses são “piegas” como lhes chamou o então Primeiro-ministro Passos Coelho. Mas talvez a explicação resida no receio que os portugueses têm de que o dinheiro disponível não chega para fazer face às despesas com a saúde, que naturalmente, se agravam com a idade.

A principal conclusão que podem extrair destes dados é que os portugueses são mais pobres do que os espanhóis e os noruegueses e que isso tem reflexo na sua percepção da felicidade e da sua saúde. Também, como bem sabemos, os portugueses são mais resignados e, como observou Amartya Sen: “o rabugento homem rico poderá muito bem ser menos feliz do que o resignado camponês, mas a verdade é que tem um padrão de vida mais elevado do que ele”.

Publicado na Revista [Sem]Equívocos, nº 9

 

Rui Brites 1

¹ Sociólogo e professor universitário (rui.brites@outlook.com)
²Disponível em: https://ec.europa.eu/eurostat/documents/118025/118123/Fitoussi+Commission+report

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Política de Privacidade

Mar 18, 2019

Política de Privacidade

O Compromisso da AAGI na Proteção da Privacidade

A segurança e a privacidade dos seus Dados Pessoais é importante para nós. A AAGI atua no respeito das normas nacionais de proteção de dados pessoais, agindo em conformidade com as leis sobre privacidade, proteção e segurança de dados em vigor na Web.
Esperamos que a política abaixo delineada o ajude a entender: o tipo de informação que a AAGI pode recolher, como a AAGI utiliza e protege essa informação e com quem a partilha.

Dados Pessoais

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Segurança

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Nova Delegação da AAGI

Fev 21, 2019

Com o objectivo de promover um projecto de intervenção inovador para o envelhecimento, a Associação abriu nova delegação em Foros de Salvaterra, abrangendo as freguesias de Salvaterra e Foros.
Muito em breve daremos informação detalhada sobre este novo projecto que aproveita a parceria da Associação com a Residencia Sénior Lezírias, utilizada como modelo para a institucionalização de Pessoas Idosas, situada naquela localização.
A Associação pretende contribuir de forma decisiva para um envelhecimento mais esclarecido e acompanhado, estando já a iniciar os contactos com entidades, instituições e empresas da região.
Esta delegação vai inicialmente trabalhar nas instalações da Residencia Sénior Lezírias, estando a procurar um espaço próprio.

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