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AAGI em Foros e Salvaterra

Fev 21, 2019
Quem somosIniciativasPrograma de Intervenção 2019/2021

A Associação Amigos da Grande Idade é uma plataforma para todos os interessados pelas questões do envelhecimento, sua reflexão, oferta de serviços, formação, intervenção social, etc., dando a possibilidade de desenvolver os seus projectos colectivos ou individuais com um enquadramento institucional.

Neste sentido foi assinado protocolo em 2017 com a Residencia Sénior Lezírias, em Foros de Salvaterra que tem servido essencialmente para acompanhar no terreno o trabalho que se realiza na institucionalização de pessoas idosas e perceber as necessidades locais, longe dos grandes centros urbanos, onde a Associação está mais alicerçada.

É agora altura de abrirmos uma delegação nesta região com objectivos muito definidos e pragmáticos: Desenvolver a reflexão sobre a institucionalização de pessoas idosas; Compreender as realidades e necessidades das pessoas idosas no contexto rural, não urbano; Contribuir para a intervenção social na região com desenvolvimento de projectos específicos de impacto social.

Caraterização Regional

Programa de Intervenção 2019/2021

ATIVIDADE/OBJECTIVOS

PERÍODO

 

 

 

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Boas Festas e Feliz Ano Novo

Dez 12, 2018

Boas Festas e Feliz Ano Novo

Natal. A mais unanime festa colectiva do mundo ocidental. O mesmo mundo que recebe relatórios periódicos de entidades acima de toda a suspeita sobre as condições de vida, as ofertas dos vários países e a satisfação dos seus povos. Esta parte do mundo que resolveu entender-se e constituir entidades superiores que agregam ou pretendem agregar os interesses de todos os países que o constituem, sendo mesmo objectivo normalizar as condições de todos esses povos.

Um objectivo que se consegue atingir em muitas áreas mas que afasta cada vez mais esses povos noutras áreas. Há situações comuns que nos dizem respeito: mantem-se uma posição de ignorar o envelhecimento em quase todos os países europeus. Mantem-se um modelo que não responde às necessidades de um futuro certo e muito próximo. E nunca será grande felicidade e optimismo quando nos dizem que os países do norte da europa tem melhores condições para as pessoas idosas que os países do sul da europa. Tem melhores condições mas também abandonam as pessoas que necessitam de cuidados paliativos em unidades de retaguarda onde não existe sequer investimento em cuidados de saúde.

É pois uma necessidade geral reflectir-se sobre o envelhecimento e fase final de vida de cada um de nós. Como pretendemos envelhecer, o que temos de alterar e como queremos morrer. Temos esse direito e devemos exigir que quem governa se preocupe com esse direito.

O Natal é uma época excelente para pensarmos no envelhecimento porque são dias de emoção, de enorme sensibilidade, dias em que desejamos mudar de vida e iniciar nova fase. Dias que podem permitir que alguns decisores pensem com maior profundidade na dignidade dos seus eleitores e dos cidadãos do seu país.

Ao longo destes últimos dez anos a Associação Amigos da Grande Idade tem vindo a lançar propostas. Não nos parece que o lamento permanente e a procura de culpados seja o caminho mais indicado e preocupamo-nos mais no nascer de novos dias do que nos dias que vão passando (ainda que sejam bons conselheiros).

Propostas como as “Recomendações para a Longevidade” que tiveram a assinatura de todos os grupos parlamentares, propostas como as “dez medidas para um envelhecimento com dignidade” que recebe a concordância de quase todas as entidades mas que nunca se tem em conta na decisão politica. Propostas que vieram a constar na Estratégia Nacional para um Envelhecimento Activo e Saudável 2017-2025 (ENEIAS) como a introdução da educação sobre envelhecimento no curriculum académico desde o ensino básico e o combate à doença no envelhecimento através da monitorização de uma consulta após os 65 anos. Propostas que poderiam alterar os problemas estruturais na área social como o modelo de financiamento e comparticipação, o modelo de liderança e monitorização com introdução de indicadores de desempenho, a legislação abrindo novas tipologias de respostas na área dos esquipamentos e serviços e outras propostas que foram sendo feitas no âmbito das audiências com grupos parlamentares, ministérios, individualidades e entidades públicas e privadas.

É um caminho recheado de inovação e acima de tudo de convicção e esperança. Mas um caminho em que as derrotas tem sido permanentes pela insistência em manter uma situação pantanosa, construída em cima de notícias permanentes de maus tratos, péssimos procedimentos, agressões e até homicídios sobre pessoas idosas.

Apelamos para que neste natal pense um pouco na forma como está e vai envelhecer e pense ainda mais na forma como as pessoas que mais ama estão a envelhecer ou envelheceram. Que no próximo ano passe para o lado dos preocupados, denunciando situações graves, contestando politicas ultrapassadas, perdendo o medo de instituições seculares mais que oferecem pouca dignidade e defendendo cada pessoa idosa como se defendem as pessoas mais incapacitadas de lutarem pelos seus direitos.

Boas Festas
Bom Ano Novo
Bem Hajam

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Escola Superior de Saúde da Cruz Vermelha faz 70 anos

Dez 12, 2018

Escola Superior de Saúde da Cruz Vermelha faz 70 anos

A Escola Superior de Saude da Cruz Vermelha Portuguesa, o principal parceiro da Associação Amigos da Grande Idade, assinalou o seu 70ª aniversário numa cerimónia em que esteve presente o Presidente da Associação, Rui Fontes.
A parceria com a ESSCV tem vindo a mostrar-se muito importante para a área da formação no nosso País, permitindo a realização da Pós Graduação em Gestão de Equipamentos e serviços destinados a Pessoas Idosas.
Neste momento decorre a V Edição com mais de 30 alunos e na qual participam uma dezena de personalidades de significativa relevância nacional no conhecimento sobre envelhecimento e gestão. Independentemente de outras propostas semelhantes muito baseadas naquilo que tem sido a actividade e intervenção da Associação, continuamos a ter a mais frequentada Pós Graduação em Portugal.
Esta proposta formativa pode consultar-se em … e podem já ser feitas candidaturas para a edição de 2019/2020.
A Associação Amigos da Grande Idade agradece a honra de ter sido convidada para a nobre iniciativa da Escola Superior de Saude da Cruz Vermelha e deseja toda a felicidade possível para aquela entidade no futuro.

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Retratos Gráficos dos Portugueses II – Confiança política

Nov 20, 2018

Continuação da série que intitulei “Retratos Gráficos dos Portugueses”.

As fontes são os dados de inquéritos vários, com destaque especial para o European Social Survey e Eurobarómetro. Os meus comentários serão minimalistas, pois deixo isso ao vosso cuidado.

Os vossos comentários são desejados.

Espero que gostem e vos sejam úteis.

Partilhem e comentem à vontade.

Estes 5 “retratos” mostram a “Confiança política dos portugueses com base nas respostas ao Inquérito Social Europeu, round 8, 2016, aos seguintes indicadores:

  • Confiança na Assembleia da República;
  • Confiança na Justiça;
  • Confiança na Polícia;
  • Confiança nos Políticos;
  • Confiança nos Partidos políticos.

 


 

Rui Brites 1

¹ Sociólogo e professor universitário (rui.brites@outlook.com)

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Retratos Gráficos dos Portugueses

Nov 12, 2018

Inicio aqui uma série que intitulei “Retratos Gráficos dos Portugueses”.

As fontes são os dados de inquéritos vários, com destaque especial para o European Social Survey e Eurobarómetro. Os meus comentários serão minimalistas, pois deixo isso ao vosso cuidado.

Os vossos comentários são desejados.

Espero que gostem e vos sejam úteis.

Partilhem e comentem à vontade.

Os primeiros 3 “retratos” mostram como é que os portugueses se avaliam nas respostas ao Inquérito Social Europeu, round 8, 2016 relativamente aos seguintes tópicos:

. Confiança nos outros;
. Honestidade;
. Altruísmo.

Rui Brites 1

¹ Sociólogo e professor universitário (rui.brites@outlook.com)

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As notícias sobre o fim da Família são manifestamente exageradas¹

Out 16, 2018

O que se segue depois da família? Muito simplesmente a família! Apenas diferente, mais e melhor: a família negociada, a família alternativa, família múltipla, novos arranjos depois do divórcio, recasamento, novo divórcio, novas combinações dos teus,meus ou nossos filhos, das nossas famílias passadas e presentes

Elizabeth Beck Gernsheim

Contrariando as teses sobre o fim da família, Anália Torres tem demonstrado nos seus estudos que os processos de transformação da família se constituem como importantes lugares de debate entre o público e o privado e se mantém bastante actuais. Como mostram os dados do Inquérito Social Europeu, entre diversos aspectos da vida em sociedade, a família é mesmo o mais valorizado na vida dos europeus, tanto por homens, como por mulheres:

Importância da Família, Amigos, Tempos livres, Política, Trabalho, Religião e Voluntariado, na vida dos europeus, por sexo (médias)

 

Escala: 0=nada importante; 10=extremamente importante
Mostrando a importância e a prevalência que as pessoas dão à família, estes resultados, que não surpreendem os sociólogos desta área, podem constituir alguma surpresa para um público mais vasto. Ecos persistentes da ideia de crise da família parecem, ao menos superficialmente, contradizer esta hierarquia de valores, que permanece ao longo das últimas duas décadas extremamente consistente, como vários inquéritos têm mostrado. Já a escolha dos amigos e do lazer para segundo e terceiro lugar é possível que constituam alguma novidade, pois relativiza e “desimportantiza” a religião, o trabalho voluntário e a política.
No conjunto dos sete aspectos considerados, verifica-se que são mais as semelhanças do que as diferenças entre homens e mulheres. Com efeito, a ordem de importância de cada um deles é a mesma até à quarta posição, surgindo a falta de consenso na religião, último lugar neles e quinto nelas, e na política, onde se verifica o inverso. Eis um resultado que também tende a contrariar o senso comum. Com efeito, é voz corrente que as mulheres valorizam muito mais do que os homens a família e que apostam muito menos do que eles no trabalho, e que em contrapartida os homens hierarquizariam estes aspectos da vida exactamente da maneira oposta: trabalho primeiro, família depois. Ora o que se passa é que a hierarquia é exactamente a mesma para os dois sexos.
Ainda de acordo com os dados do Inquérito Social Europeu, outro indicador da importância da família para os europeus, neste caso da família mais próxima, confirma estes resultados, com 85,7% dos inquiridos a concordarem que a família mais próxima deve ser a prioridade principal na vida das pessoas. Portugal (81,9%) regista valores inferiores à percentagem média. Saliente-se, ainda, que na sua esmagadora maioria, os europeus consideram que o tempo passado em família é agradável e pouco stressante, mais para elas do que para eles.
Ainda de acordo com os dados do Inquérito Social Europeu, outro indicador da importância da família para os europeus, neste caso da família mais próxima, confirma estes resultados, com 85,7% dos inquiridos a concordarem que a família mais próxima deve ser a prioridade principal na vida das pessoas. Portugal (81,9%) regista valores inferiores à percentagem média. Saliente-se, ainda, que na sua esmagadora maioria, os europeus consideram que o tempo passado em família é agradável e pouco stressante, mais para elas do que para eles.
No entanto, quando saímos do plano dos valores e nos centramos nas práticas, a realidade é bem diferente. Tanto na Europa como em Portugal, são as mulheres que gastam mais tempo em tarefas domésticas no dia-a-dia. Entre os que dizem que não gastam “nenhum tempo ou quase nenhum” com tarefas domésticas, os homens são cerca do dobro das mulheres na Europa e o triplo em Portugal. Ou seja, se no capítulo das tarefas domésticas as mulheres na Europa estão claramente sobrecarregadas em relação aos homens, em Portugal estão ainda mais. Dados do Eurobarómetro mostram que as mulheres gastam em média por semana cerca de 24 horas nas tarefas domésticas e a cuidar das crianças e da família, enquanto os homens gastam apenas cerca de 13 horas. O gap entre homens e mulheres é comum a todos os países e desfavorável às mulheres, significando, por conseguinte, que elas trabalham, em média, mais do que os homens em tarefas domésticas e cuidados familiares. A diferença média no conjunto dos países é de 10,7 horas. Portugal está entre os países com o gap mais elevado (13,5 horas). Como nota Anália Torres: “A discriminação e a sobrecarga feminina nos cuidados com os filhos e com a casa não é novidade, num país que remunerou sempre mais a função produtiva do que a reprodutiva”. Não surpreende assim que em todos os países europeus, sejam os homens que mais dizem estarem satisfeitos com a divisão das tarefas domésticas, 87,9% contra 71% de mulheres. É conhecida a célebre proclamação de Mao Tsé-Tung, de que “as mulheres sustentam a metade do céu”, interpretada como um grito pela igualdade de mulheres e homens, não obstante, no que se refere aos papéis familiares, especialmente na Europa do Sul, mais católica e conservadora, as mulheres “sustentam mais de metade do céu”. A desigualdade de papéis familiares é, aliás, produzida e reproduzida no seio da família. Às meninas oferecem-se brinquedos relacionados com os cuidados do lar – cozinhas, bonecas, etc. – e aos rapazes oferecem-se carrinhos bolas.

Rui Brites 2

¹Mais informação em Brites, R., Valores e felicidade no Século XXI: umretrato sociológico dos portugueses em comparação europeia, disponível em https://repositorio.iscte-iul.pt/handle/10071/2948, p.p. 161-171.
² Sociólogo e professor universitário (rui.brites@outlook.com)

Publicado na Revista [Sem]Equívocos, nº7, Verão 2018


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Lista de Candidatos ao Curso de Pós-Graduação

Out 2, 2018

Lista de Candidatos ao Curso de Pós-Graduação

Foram seleccionados os 22 candidatos à frequência da Pós Graduação em Gestão de Equipamentos e serviços destinados a pessoas idosas 2018/2019.

Este é um grupo de pessoas que muito se distingue na área do envelhecimento em Portugal, disponibilizando tempo e dinheiro para aumentarem a sua formação no sentido de conhecerem e aprofundarem melhores práticas para intervir no envelhecimento e nos seus diversos serviços e cuidados.

Ao longo de 21 sábados vão ter oportunidade de ouvir uma selecção de docentes que irá partilhar os seus conhecimentos com uma componente prática muito elevada, falando daquilo que sabem e da realidade nacional e internacional, especialmente na área do envelhecimento institucionalizado.

Também durante esse período irão desenvolver trabalhos em grupo e individuais no sentido de poderem orientar ou reorientarem a sua carreira e os seus objectivos profissionais.

A Associação muito tem aprendido com esta Pós Graduação, sendo hoje a sua principal formação e levando-nos a acreditar que conseguimos contribuir um bocadinho para melhorar os serviços e os cuidados prestados e oferecidos a pessoas idosas.

Na sessão de abertura iremos ter os presidentes e vice-presidentes da Escola Superior de Saude da Cruz Vermelha e da Associação Amigos da Grande Idade e ainda o Professor Doutor Rui Brites, a voz mais conhecida no país sobre questões da felicidade. E porque a felicidade no envelhecimento nos preocupa, teremos uma pequena palestra sobre se é possível ser feliz no envelhecimento.

Para mais informações e para uma possível candidatura no próximo ano sugerimos a consulta a https://associacaoamigosdagrandeidade.com/curso/

Este ano os discentes terão acesso a site com toda a documentação e apresentações utilizadas na Pós Graduação, bem como documentação considerada importante e pertinente para o aumento dos seus conhecimentos, apoio on-line, disponibilizado uma vez por semana e apoio presencial sempre que o desejarem por marcação com cada um dos docentes e com o coordenador geral para o desenvolvimento de potenciais projectos individuais e/ou colectivos.

Estamos também a ultimar a realização de algumas sessões à distância facilitando o acompanhamento de todos os participantes e de outros possíveis interessados em temas de sessões pontuais.

Durante a Pós Graduação será também realizado um seminário que juntará uma quantidade significativa de convidados que representam o maior conhecimento sobre envelhecimento existente em Portugal.

A listagem dos candidatos admitidos é a seguinte:

1. Alberto João Leal dos Santos
2. Ana Catarina Correia Lourenço
3. Ana Maria Ramos de Faro Gamboa Alves
4. Ana Paula Marques Gaspar
5. Carla Freitas Pereira
6. Catarina Viana Costa Damásio
7. Cristina Lara de Sousa Gameiro
8. Domingos Jorge Rua Araújo
9. Helena Isabel Carvalho Andrade
10. Hugo Tomás Guerra Palhas
11. Ina Obykhod
12. Isabel Maria Figueiredo Neves
13. Isabel Maria Rodrigues Mateus Fernandes
14. Mafalda Isabel Martins Frazão
15. Manoel Vicente Penha de Lima
16. Maria de Lurdes dos Santos Gonçalves
17. Maria Henriqueta de Oliveira Semedo da Cruz Precatado
18. Maria Madalena Ferreira Marques
19. Marília Fernandes da Silva
20. Matilde Louro Bugalhão
21. Patrícia Raquel e Lozano de Almeida
22. Sara Daniela dos Santos Venceslau
23. Sofia da Conceição Costa Santos
24. Soraia Andreia Duarte Santos Ruivo
25. Susana do Rosário Marques Prates

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