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Desafios na Gestão de Lares

Jan 19, 2016

É hora de mudar a intervenção dos diretores técnicos e gestores de lares de idosos. A qualidade inicia-se, não só, por uma alteração do comportamento e atitude mas também por uma maior reflexão e conhecimento sobre o envelhecimento.

Só assumindo as dificuldades, constrangimentos e incapacidades próprias conseguimos tornar-mo-nos melhores diretores técnicos, enfrentando novos desafios.


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Ana Rita Cavaco eleita Bastonária da Ordem dos Enfermeiros

Jan 9, 2016

A Associação Amigos da Grande Idade congratula-se com a eleição da Enfermeira Ana Rita Cavaco para bastonária da ordem dos Enfermeiros.

A Enfermeira Ana Rita Cavaco é uma amiga da Associação, acompanhando a sua atividade e tendo já participado em alguns eventos destacando-se o Congresso Nacional do Envelhecimento.

A associação que vai pedir de imediato uma audiência com a nova Bastonária da Ordem dos Enfermeiros, acredita na sensibilidade da nova bastonária para as questões do envelhecimento, podendo abrir finalmente uma porta para que a enfermagem passe a olhar para esta área de uma forma diferente, preocupando-se também com a saúde das pessoas idosas e não só com as suas doenças. Defendemos há muito uma nova intervenção da enfermagem no envelhecimento, não só nos lares de idosos como também nos cuidados de saúde primários e noutras áreas onde a prevenção e a educação para um envelhecimento mais digno, saudável e funcional seja colocada em primeiro lugar.

É uma esperança nova já que a associação há muito deseja esta mudança de atitude por parte da enfermagem, não colocando o exercício da sua profissão em lares de idosos como um trabalho menor ou de menos competência profissional.

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Novas Propostas de Formação em 2016

Jan 9, 2016

A Associação Amigos da Grande Idade vai iniciar o ano com novas propostas de formação na linha das que tem mantido e que conseguiram um êxito significativo.

Entendemos que estamos na hora de reajustar a nossa formação a novas necessidades e desafios que tem surgido. Surge uma nova geração de clientes nos lares de idosos que criam novos problemas a resolver e surgem novas exigências não só decorrentes da legislação mas também do prioritário objetivo de garantir a sustentabilidade das entidades e instituições.

A Associação acredita que está na competência das direções técnicas o aumento das suas responsabilidades e não na introdução de novos técnicos na área da gestão.

As direções técnicas tem hoje que alargar a sua intervenção, dando resposta a várias áreas e não se deixar ficar pelas atribuições dadas por um decreto-lei estafado, ultrapassado e desadequado á realidade atual.

As instituições e entidades, sejam públicas, sociais ou privadas, esperam que as direções técnicas que contratam abranjam um conjunto de competências e exerçam lideranças que assegurem a tranquilidade das administrações, dos gerentes, dos provedores e dos presidentes.

Não é possível continuarmos no caminho da desculpabilização com “o não me deixam fazer” e o “não me dão autoridade”. A autoridade é ganha pela competência e pelos resultados que as direções técnicas vão conseguindo no exercício das suas funções.

As novas propostas de formação da Associação mantém a linguagem desconstrutiva, por vezes dura, que chama à realidade e não esconde as dificuldades e os problemas, preparando os técnicos para os enfrentarem.

As nossas formações 2016:

– CURSO DE GESTÃO ORGANIZACIONAL DE LARES DE IDOSOS E CASAS DE RESPOUSO

– WORKSHOP “DESAFIOS NA GESTÃO DE LARES”

 

 

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VIVA O PAPA… E A FAMILIA

Set 30, 2015

O Papa Francisco, como parece gostar de ser tratado, surpreendeu mais uma vez na intervenção de despedida da visita aos Estados Unidos da América com algumas declarações engraçadas a propósito da família. Encantou os presentes e o mundo referindo-se a Jesus que nunca foi casado, às sogras e aos problemas domésticos próprios das famílias.

Tudo isto para reforçar a importância da família na sociedade e no mundo.

Nunca falei com o Papa Francisco, nem nenhum elemento que conheça da Associação Amigos da Grande Idade, mas há dois anos defendemos, como hoje, que um dos principais fatores para o desenvolvimento social assenta na reconstrução da família tradicional, voltando a aprofundar as suas mais profundas solidariedades e os seus mais valiosos valores. Ficámos até surpreendidos numa declaração do mesmo Papa Francisco que pouco cautelosamente referiu que era no seio da família que existiam mais maus tratos e mais problemas com as pessoas idosas e as crianças. Declaração pouco cautelosa porque serve os interesses daqueles que dizendo que defendem a família vivem à custa da sua desintegração e da sua incapacidade de responder às necessidades de pessoas mais vulneráveis.

Na verdade tarda em que no nosso país se entenda que é direito fundamental das famílias poderem receber as comparticipações sociais do Estado e estas deixarem de depender da institucionalização em entidades que continuam a não ser avaliadas e cujos indicadores de desempenham deixam muito a desejar.

Se pensarmos na necessidade de valorizar, manter e aprofundar a família e as suas tradicionais relações, logo chegamos à conclusão que o modelo de comparticipação da segurança social é contra os direitos fundamentais e contra esse princípio da família. A comparticipação para uma pessoa idosa continua a ser dada exclusivamente à instituição social onde a pessoa é institucionalizada, continuando a perguntar qual a razão que existe para não a atribuir à pessoa diretamente ou perante a incapacidade da mesma ao seu representante legalmente constituído?

Acompanhemos o Papa Francisco nesta reflexão que coloca a família no topo da pirâmide do desenvolvimento social. Mas sejamos coerentes e dessa forma iniciemos uma defesa global da família que implica uma alteração substancial do modelo de financiamento social que temos.

Que todos entendam que o caminho correto é o apoio á família e não o apoio às instituições sociais.

 

Rui Fontes (rmsfontes@sapo.pt)

Coordenador de Lar de Idosos

Presidente da Associação Amigos da Grande Idade

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CHEQUE-FORMAÇÃO – UM PASSO SIGNIFICATIVO PARA A FORMAÇÃO

Set 30, 2015

A Associação Amigos da Grande Idade tem propostas ajustadas á nova medida do governo, conseguindo desenvolver planos de formação anuais com o custo de pouco mais de 20,00 € por cada pessoa que faça 36 horas de formação por ano.

A Portaria nº229/2015 de 3 de Agosto do Ministério da Solidariedade, Emprego e Segurança Social em atirar uma pedra ao charco da Formação de Pessoas que trabalham em Equipamentos destinados a Pessoas Idosas.

Finalmente o Estado percebeu que o dinheiro para a Formação que recebemos deve ser gasto mais pragmaticamente, sendo os subsídios atribuídos às pessoas e entidades que respondam às verdadeiras necessidades e não continuem a fazer formação apenas para gastar esses subsídios.

Diz-se na Portaria que o “recurso ao cheque formação, facilita o acesso individual dos trabalhadores à formação”. Este cheque é atribuível a:

  • Entidades empregadoras:
  • Ativosempregados;
  • Desempregados inscritos na Rede de Centros de Emprego

O Cheque formação concorre para o cumprimento do previsto nos artigos 130.º a 134.º da Lei nº7/2009 de 12 de Fevereiro que aprova o código de trabalho. A concessão do Cheque é da responsabilidade do IEFP, I.P.

O Cheque formação comparticipa até 50 horas de formação em cada dois anos, estabelecendo o valor de hora limite em 4,0 €, montante que pode ir até aos 175,00 €. A comparticipação será sempre de 90% do valor total das ações de formação, comprovadamente pagas.

Com esta medida deixa de fazer sentido a justificação de falta de meios financeiros para a promoção de ações de formação e para o cumprimento da lei que exige 70 horas de formação a cada trabalhador em cada dois anos.

Espera-se que a partir de agora as inspeções da segurança social se preocupem tanto com a altura em que os extintores estão afixados à parede como com as horas de formação dadas comprovadamente por cada uma das entidades sejam privadas, públicas ou sociais.

 

Consulte aqui a Portaria nº229/2015 de 3 de Agosto do Ministério da Solidariedade, Emprego e Segurança Social

 

 

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Associação Participa em congresso internacional em Cabo Verde

Set 17, 2015

Fundação Jorge Ribeiro organiza 2º congresso Internacional de Gerontologia e Geriatria sob o lema envelhecer com dignidade

O Presidente da Associação Amigos da Grande Idade, Rui Fontes, vai estar presente no 2º Congresso Internacional que a Fundação Jorge Barreto Ribeiro realiza em Cabo Verde.

A relação da Associação à Fundação Jorge Barreto Ribeiro desenvolve-se desde a origem da Fundação, criada por uma das colaboradoras e amigas da Associação, Dr.ª Leonilde Ribeiro.

O presidente da Associação faz parte dos órgãos sociais da Fundação e vai deslocar-se pela primeira vez a Cabo Verde, já que no 1º Congresso não foi possível a deslocação de nenhum elemento da Associação. Contudo esse primeiro congresso contou com uma intervenção do professor Doutor Cesar Fonseca, vice-presidente da Associação, através de SKYPE

A Associação tem como principal objetivo na sua intervenção que num País que agora começa a olhar para o envelhecimento não sejam cometidos os erros históricos com os quais ainda somos obrigados a viver, mesmo sendo considerados um País desenvolvido, como é exemplo os direitos e representação jurídica das pessoas idosas, o modelo caritativo e a legislação desajustada em relação á realidade e às necessidades.

A Fundação Jorge Ribeiro irá realizar no dias 9 e 10 de Outubro de 2015, no Auditório da Caixa Económica de Cabo Verde, em Chã de Areia, o 2º congresso Internacional de Gerontologia e Geriatria sob o lema envelhecer com dignidade.

Vários temas serão debatidos durante a conferência que terá o seu início às 9 horas do dia 9 de Outubro e termina às 14 horas do dia 10.

2º Congresso Internacional de Gerontologia e Geriatria – envelhecer com dignidade pretende evidenciar as transformações e os desafios que o envelhecimento populacional apresenta para a sociedade cabo-verdiana

Programa:

http://issuu.com/plataformadasongspong/docs/programa_provisorio

Fundamentação Científica:

http://issuu.com/plataformadasongspong/docs/documento_sum__rio

Comissão Cientifica:

http://issuu.com/plataformadasongspong/docs/comiss__o_cientifica

 

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Os portugueses são felizes, mas alguns são mais felizes do que outros

Set 10, 2015

“Todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais do que outros”
George Orwell

Socorro-me da célebre frase de Orwell para ilustrar a “distribuição” desigual da felicidade em Portugal. Com efeito, embora a sua busca seja um desígnio individual, nem todos têm as mesmas condições para prosseguir na sua senda. O local onde se vive e trabalha, o sexo, a idade, a escolaridade e a classe social, embora não sejam determinantes na percepção da felicidade, são condicionantes que devem ser tidas em conta. Assim, parafraseando a frase de Orwell, direi que os portugueses são felizes, mas alguns são mais felizes do que outros. Senão vejamos.

A média da felicidade dos portugueses, numa escala de 0 a 10, em que 0 significa “extremamente infeliz” e 10 “extremamente feliz”, é 6,63 e a sua distribuição é a seguinte:

Felicidade em Portugal

felicidade1

Como se observa, apenas 11,2% se consideram infelizes, contra os 73,5% que se dizem felizes. No meio há 15,4% que não se consideram felizes nem infelizes.

Tendo como referência a média e o desvio em relação à média da felicidade2, podemos concluir que os portugueses mais felizes vivem na região norte (6,9) e os menos felizes, no Algarve (5,7). O Centro (6,6), Lisboa e Vale do Tejo (6,5) e o Alentejo (6,5), apresentam valores médios em torno da média total (6,63). É em Lisboa e Vale do Tejo que se observa a maior desigualdade da distribuição e no Centro a menor.

felicidade2

Pode parecer estranho que os algarvios se considerem menos felizes, mas não é, pois temos que levar em conta que nas perguntas de auto-classificação, como é o caso, presentes nos inquéritos por questionário, os inquiridos procedem a uma comparação social com os outros que lhe estão próximos, para responderem. No caso do Algarve, as respostas sofrem, certamente, da comparação dos inquiridos com os turistas “mais ricos” da Europa.

Os resultados por sexo, idade, escolaridade e classe social, permitem-nos concluir que, em termos de felicidade alguns portugueses são mais felizes do que outros. Os mais felizes, com níveis de felicidade superiores à média total são: homens (6,8)3, mais novos (7,35), mais escolarizados (7,15) e Profissionais técnicos e de enquadramento (7,04).

felicidade3

No regresso das férias, pensem nisto e sejam felizes, busquem a vossa felicidade.

Publicada em 04-07-2015 | Diário as beiras – Opinião, pág 16

http://www.asbeiras.pt/Edicao_Diaria/diario.php?Link=f64e19ec1ef4f55c122d58b39a36629c%2624567%26CLT0%26TMP1000090 9%2620150904

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