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PARCERIA DE EXCELENCIA

Mar 7, 2016

A PALCO OBRIGATÓRIO é uma Associação Cultural que produz espetáculos e desenvolve projetos nas áreas do entretenimento e artística.
Tem mais de uma dezena de espetáculos em carteira com sucessos significativos.
É uma produtora que cria espetáculos à medida do cliente ou das necessidades e dai a parceria que agora inicia com a Associação no sentido de poder criar espetáculos em que o principal assunto seja o envelhecimento. Uma nova porta de comunicação na qual depositamos muitas expectativas já que a mensagem passada através do teatro, do cinema ou de outras formas artísticas é mais facilmente assimilada.
 
A Associação Cultural Palco Obrigatório é dirigida pelo ator Luís Lourenço que há muito acompanha a Associação e há muito se preocupa com as pessoas mais velhas. Neste moimento prepara-se uma peça de teatro que fala nas burlas e problemas de segurança destas pessoas muitas vezes á mercê de todas as formas de más práticas ilegais.
A Associação fica assim com um parceiro que apresenta extraordinária facilidade em chegar aos recantos mais remotos do nosso país através de uma forma de arte muito apreciada em Portugal e pouco divulgada nessas zonas: o teatro.
Trata-se de uma parceria há muito idealizada e agora, finalmente concretizada.
 

Consulte

https://www.facebook.com/palcobrigatorio/info?tab=page_info
 

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Revista Reviver – Novo Parceiro da Associação

Mar 7, 2016

A Associação Amigos da Grande Idade vai iniciar uma parceria com a Revista Reviver administrada por jovens muito atentos ao fenómeno do envelhecimento e que sem pretensões desmedidas e qualquer apoio institucional consegue dar voz a um dos maiores grupos de cidadãos deste país: as pessoas mais velhas.

 

A administração da revista Reviver pretende que a Associação possa divulgar a sua publicação, inteiramente destinada ao público sénior e a quem trabalha na área do envelhecimento. Para além das participações pontuais da Associação na opinião daquela revista, com publicação de textos que possam contribuir para maior esclarecimento de algumas questões, é objetivo desta parceria a realização de algumas iniciativas que muito podem vir a surpreender na área da comunicação.

 

A mensagem falada é um dos principais objetivos, tentando chegar até aos mais velhos através das tecnologias mais evoluídas. Mas também esperamos poder organizar alguns eventos de divulgação que tratem do envelhecimento.

 

A revista Reviver nasceu em Abril de 2013, contando já com 3 dezenas de edições, com periodicidade mensal.
Representa já um documento essencial para consultar e perceber as novas necessidades do envelhecimento.
Sem quaisquer apoios materiais ou financeiros, junta-se agora à associação na tentativa de que esta colaboração possa de alguma forma contribuir para a sustentabilidade deste projeto já bem assente mas com dificuldades de sustentabilidade. A procura de apoios e patrocinadores é uma das maiores necessidades, mas também a divulgação da opinião e das iniciativas da Associação é um dos principais objetivos.


Aconselhamos vivamente a consulta a esta excelente publicação:

 
http://revistareviver.blogspot.pt/2013_06_01_archive.html
 
https://www.facebook.com/REVISTAREVIVER/
 

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Porque é que os homens são mais felizes do que as mulheres?

Mar 7, 2016

“Entre os méritos do homem e da mulher, considerados no seu justo valor, não há diferenças, ou pelo menos não apresentam as diferenças que a tradição nos ensinou. Para a mulher, como para o homem, o gosto de viver é o segredo da felicidade e do bem-estar”

Bertrand Russel, A Busca da Felicidade

Quando pergunto a mulheres porque é que os homens são mais felizes, a resposta mais habitual é: porque são mais “básicos”, contentam-se com pouco. Quando faço a mesma pergunta aos homens, dizem: porque elas são mais “picuinhas”, preocupam-se com pequenas coisas. Como se pode ver no gráfico seguinte, nem uns nem outros têm razão.

Felicidade na Europa – Gap entre homens e mulheres

(Homens – Mulheres)

GAPEntreHomensEMulheres

Fonte: European Social Survey, 2002-2012

Os homens só são mais felizes do que as mulheres na Lituânia, Espanha, Portugal, Itália, Grécia, Chipre e Ucrânia. A Finlândia regista a maior diferença em favor das mulheres e Portugal a maior em favor dos homens.

Podemos concluir daqui que a maior ou menor felicidade dos homens e das mulheres não é uma questão de género mas de cultura. As diferenças são mínimas na Europa do norte e do Centro, países mais igualitários em menor em Portugal e na Itália, coutadas do “macho latino”, onde as diferenças de felicidade entre homens e mulheres são mais expressivas e favoráveis aos homens.

A tradicional preocupação com o cuidar e a divisão das tarefas domésticas não serão estranhas à posição de Portugal, onde a educação dos rapazes e das raparigas ainda segue padrões sexistas assentes na diferença de género. Um bom exemplo á o que acontece com o tipo de prendas natalícias. Às meninas oferecem-se bonequinhas, cozinhas, etc. e aos meninos, carrinhos, bolas, etc. É como se de muito pequeno se prescrevessem os papéis de género no futuro: elas em “casa” e eles na “rua”.

Segundo informação do Eurobarómetro, Portugal regista uma das maiores diferenças entre homens e mulheres no que concerne à satisfação com a divisão das tarefas domésticas, elas com 63,8% a considerarem-se satisfeitas e eles 91,3%. A percentagem média europeia queda-se pelos 79,9%.

É interessante verificar, ainda, que os europeus consideram, em todos os países, que o tempo passado com a família próxima é agradável e pouco stressante, menos eles do que elas. Tal deve-se, certamente, a que são as mulheres, tanto na Europa como em Portugal, que mais referem que as tarefas domésticas lhes provocam stress. Mas essa percepção não será, certamente, alheia ao facto de as mulheres, em todos os países da UE, ocuparem por semana cerca do dobro do tempo dos homens em tarefas domésticas e cuidados familiares. O gap entre homens e mulheres é comum a todos os países e desfavorável às mulheres, significando, por conseguinte, que elas trabalham, em média, mais horas do que os homens em tarefas domésticas e cuidados familiares. A diferença média no conjunto dos países é de 10,7 horas. Portugal está entre os países com o gap mais elevado, 13,5 horas.

O título desta crónica pretendia ser irónico, pois considero que os homens não são mais felizes do que as mulheres por serem homens, mas por gozarem de alguns “privilégios” sexistas induzidos e mantidos pela reprodução cultural. A igualdade de género é um objectivo muito louvável mas… demora muito tempo. Ocupa mais tempo nos media do que nas verdadeiras intenções de mudança. Embora a tradição já não seja o que era, continua, ainda tem muito peso na mudança das atitudes e valores. Como disse Marx: “Não é a consciência dos homens que determina o seu ser, mas, ao contrário, é o seu ser social que determina a sua consciência”. Somos aquilo que historicamente somos, na acepção hegeliana.

Sejam felizes e considerem a busca da felicidade o principal desígnio da vossa vida.

Rui Brites 1

Publicada em 03-03-2016 | Diário as beiras – Opinião, pág 19
http://www.asbeiras.pt/Edicao_Diaria/diario.php?Link=7859d7c8e01d71ca96299969ef0 2f1bf%2627409%26CLT0%26TMP10000909%2620160303


1 Sociólogo e professor universitário (rui.brites@outlook.com)

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A Felicidade depois dos 60 anos

Fev 2, 2016

“[…] I could be handy, mending a fuse/When your lights have gone/You can
knit a sweater by the fireside/Sunday mornings go for a ride/Doing the
garden, digging the weeds/Who could ask for more?/Will you still need me,
will you still feed me/When I’m sixty-four?”2

The Beatles (When I’m sixty-four?)

Sempre gostei muito desta canção dos Beatles e, quando a ouvi pela primeira vez, teria os meus 15 anos, pensei que seria muito velho quando tivesse 64 anos. Felizmente estava enganado, pois vou fazer 64 anos este ano e não me sinto nada velho. As coisas mudaram muito nos últimos 40 anos e os 64 de então não são os 64 de agora. Creio que se os Beatles escrevessem a canção agora, mudariam os 64 para 84 e quando eu fizer 84, direi que mudariam para os 94. Envelhecer sem ficar velho é um grande privilégio, só acessível aos que buscam a sua felicidade, independentemente da idade. Ser velho, é na sua essência, deixar de desejar e quem busca a felicidade, deseja sempre ser mais feliz.

Vem isto a propósito da minha última crónica, publicada em Dezembro, sobre “as curvas da felicidade”3, onde mostrava que o pico mínimo da felicidade ocorria entre os 51 e os 60 anos. Mas enquanto nos países escandinavos – mais felizes – e na Europa do norte e do centro, a felicidade aumentava até aos 70 anos, superando mesmo os valores dos mais novos, em Portugal mantinha-se praticamente estável até aos 60 anos e a partir daí descia abruptamente. Muita gente me contactou, então, para saber o que é que devia fazer depois dos 60 anos, para ser feliz. Como não gosto de emitir opiniões baseadas no que é que eu acho – como é apanágio de tantos comentadores da nossa praça – fui “perguntar” ao Inquérito Social Europeu como eram os portugueses mais felizes, com mais de 60 anos.

A primeira constatação é interessante e permite ser optimista. Com efeito, os dados mostram que a percepção da felicidade decresce com a idade, mas depois dos 60 anos, 44% dos portugueses ainda se consideram muito felizes4 e são estes, apenas estes, que me interessa conhecer melhor.

Felicidade em Portugal, por escalão etário.

FelicidadeEmPortugal

 Fonte: European Social Survey, – Portugal 2002-2012 (N=12 463)


Retrato sociológico dos portugueses mais felizes, com mais de 60 anos

A maioria é do sexo feminino (54,4%); vive na Região Norte (40,2%); é casada (76,7%); tem baixa escolaridade (73,2% têm apenas até 4 anos de escolaridade concluídos); está reformada (72,6%); e considera que o rendimento do agregado familiar “dá para viver” (53,7%).

Relativamente à religião, a maioria diz que é católico (96,9%), participa em serviços religiosos pelo menos pelo menos uma vez por semana (36%) e reza todos os dias (48,2%).

Em termos políticos, a maioria auto posiciona-se politicamente ao centro-direita/direita (42,6%), não se interessa por política (36,8%), vota (85,5%) e simpatiza com um partido político (64,3%). O PSD (46,8%) e o PS (41,1%) são os partidos com que mais simpatizam. Não confiam na Assembleia da República (57,1%), na Justiça (56,6%), nos Políticos (80%) e nos Partidos políticos (80,1%), mas confiam na Polícia (76%). Estão insatisfeitos com o Governo (766,3%) e com o estado da Economia (79,6%), mas estão satisfeitos com o funcionamento da Democracia (52,2%). Avaliam como mau o estado da Educação (50,3%) e dos Serviços de saúde (51,2%).

Consideram que o seu estado de saúde é razoável (50,7%) e 32,2% dizem que é bom. Estão satisfeitos com a sua vida (74,6%) e são optimistas relativamente ao futuro (62%).

Cabe agora ao leitor a comparação de si próprio com este “retrato” e tirar as devidas ilações. Eu já o fiz e, sinceramente, não me revejo minimamente nos traços dominantes aqui apresentados, embora sejam muito mais “simpáticos” do que os dos infelizes, de que tratarei em próxima crónica. Mas considero-me muito feliz. Ou seja, como diz o povo: não há regra sem excepção. Serei uma excepção e essa percepção contribui para a minha auto-estima e a minha felicidade.

Sejam felizes, busquem a vossa felicidade e não deixem de desejar.

Rui Brites 1

 

Publicada em 29-01-2016 | Diário as beiras – Opinião, pág 17

http://www.asbeiras.pt/Edicao_Diaria/diario.php?Link=5e790ba9f43160f14a6c8bb335a38995%2627409%26CLT0%26TMP10000909%2620160129


1 Sociólogo e professor universitário (rui.brites@outlook.com)

2 https://www.youtube.com/watch?v=vAzaOZfgf0M

http://www.asbeiras.pt/Edicao_Diaria/diario.php?Link=728c9d165930656105aeda48401eedb6%2624567%26CLT0%26TMP10000909%2620151228

4 Saliente-se que são cerca de 87% na Escandinávia e 80% na Europa do norte e do centro.

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Desafios na Gestão de Lares

Jan 19, 2016

É hora de mudar a intervenção dos diretores técnicos e gestores de lares de idosos. A qualidade inicia-se, não só, por uma alteração do comportamento e atitude mas também por uma maior reflexão e conhecimento sobre o envelhecimento.

Só assumindo as dificuldades, constrangimentos e incapacidades próprias conseguimos tornar-mo-nos melhores diretores técnicos, enfrentando novos desafios.


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Ana Rita Cavaco eleita Bastonária da Ordem dos Enfermeiros

Jan 9, 2016

A Associação Amigos da Grande Idade congratula-se com a eleição da Enfermeira Ana Rita Cavaco para bastonária da ordem dos Enfermeiros.

A Enfermeira Ana Rita Cavaco é uma amiga da Associação, acompanhando a sua atividade e tendo já participado em alguns eventos destacando-se o Congresso Nacional do Envelhecimento.

A associação que vai pedir de imediato uma audiência com a nova Bastonária da Ordem dos Enfermeiros, acredita na sensibilidade da nova bastonária para as questões do envelhecimento, podendo abrir finalmente uma porta para que a enfermagem passe a olhar para esta área de uma forma diferente, preocupando-se também com a saúde das pessoas idosas e não só com as suas doenças. Defendemos há muito uma nova intervenção da enfermagem no envelhecimento, não só nos lares de idosos como também nos cuidados de saúde primários e noutras áreas onde a prevenção e a educação para um envelhecimento mais digno, saudável e funcional seja colocada em primeiro lugar.

É uma esperança nova já que a associação há muito deseja esta mudança de atitude por parte da enfermagem, não colocando o exercício da sua profissão em lares de idosos como um trabalho menor ou de menos competência profissional.

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