Aa25rp

Paulo Côrte-Real participa na nossa III Pós-Graduação

Ago 28, 2016

Falemos claro e sem constrangimentos. Avancemos na discussão e reflexão sobre envelhecimento, sem receios e conservadores procedimentos, atitudes e comportamentos.

Paulo Côrte-Real, presidente da ILGA vai dar-nos a enorme honra e felicidade de abordar a homossexualidade e o envelhecimento.

As conquistas, os direitos e o respeito que se conseguem enquanto as pessoas se mantêm na vida activa e influente não podem deixar de ser garantidas por se envelhecer e definitivamente temos que criar condições de igualdade para todos os cidadãos poderem envelhecer de uma forma digna e menos penalizante.

O Dr. Paulo Côrte-Real vai abordar com certeza estas e outras questões na nossa Pós-Graduação.

Ler mais

Breve História da Pós-Graduação

Ago 28, 2016

A Pós Graduação em Gestão de Equipamentos e Serviços Destinados a Pessoas Idosas tem uma história curta mas já recheada de muitos episódios e marcos importantes.

A Pós Graduação surge em consequência do extraordinário êxito da primeira proposta formativa da Associação Amigos da Grande Idade, surgida em 2008 e que se começou por designar “Curso de Gestão Organizacional de Lares e Casas de Repouso” com uma carga horária de 40 horas.

O êxito desta proposta, que realizou até aos dias de hoje mais de meia centena de edições por todo o País, levou-nos a entender que existia uma enorme necessidade de desenvolver formação na área da gestão de lares, direccionada especialmente às directoras e directores técnicos que chegavam a estas ofertas com as suas licenciaturas sem qualquer preparação para responder às necessidades de gestão nas suas mais variadas vertentes. Também a experiencia prática de alguns elementos da Associação levou a esse entendimento.

Foi-nos assim proposto em 2010 o lançamento da primeira pós graduação. Esta proposta feita pelo Instituto Leopoldo Guimarães muito nos honrou, primeiro porque este Instituto estava relacionado com um dos professores mais relevantes do nosso País, O professor Leopoldo Guimarães (Reitor da Universidade Nova de Lisboa/ Presidente da Ciência e Tecnologia), mas também porque era o reconhecimento pelo ensino superior da importância deste tema na formação de gestores. Esta Pós graduação foi creditada pela Universidade Fernando Pessoa do Porto.

O lançamento da primeira Pós graduação despertou o interesse nacional pela área dos lares de idosos e outros serviços, alertando os habituais oportunistas que vivem essencialmente à custa de outros, que iniciaram o lançamento de propostas semelhantes, às vezes com o mesmo nome.

Não conseguindo desenvolver com êxito essas propostas, tentaram aproximações à associação para as desenvolverem em parceria, mas os problemas formais levantados pelas estruturas académicas fizeram com que nunca nos deixássemos envolver pelos interesses dessas estruturas que muito tem a ver com aspectos financeiros e pouco tem a ver com a importância que a formação pode ter na mudança de comportamentos, atitudes, práticas e desempenhos. A Associação, ainda que assediada por várias entidades académicas nunca prescindiu da qualidade da sua formação, da independência e da liderança desta formação.

Muitas e muitas propostas surgiram e continuam a surgir referindo gestão de equipamentos sociais, de economia social, etc.

Nenhuma delas tem tido o êxito necessários para despertar interesse e são habitualmente lançadas na infeliz ideia de que todos percebem de gestão de lares quando nada percebem sequer de envelhecimento. Fomos, somos e continuaremos a ser muito duros nesta abordagem.

A história dá razão ao nosso posicionamento.

De facto após a primeira pós graduação realizada com a nossa coordenação e perante dezenas de propostas de outras estruturas entendeu-se que a marca nesta área era quase exclusiva da Associação. Uma linguagem diferente, a motivação de dezenas de personalidades para participarem como oradores e mesmo como docentes, a abordagem de quem sabe que tem algum conhecimento mas que entende que é muito reduzido em relação às necessidades, mas acima de tudo uma componente prática realista e conhecedora do trabalho do dia-a-dia num lar e das suas necessidades, distinguem a nossa proposta.

Só em 2014 voltámos a encontrar um parceiro interessante e que compreendia o nosso posicionamento. Um parceiro que não exigia coordenadores científicos que só colocam o nome porque o conhecimento é nulo, um parceiro que não exigia lucros que não produzia, um parceiro que não pretendia apropriar-se de conteúdos e de competências que são exclusivas da Associação. Lançamos então a segunda Pós graduação em parceria com o ISLA de Leiria, gerido pelo Professor Carlos Silva.

A segunda Pós Graduação demonstrou tudo aquilo que dizíamos: tornou-se talvez a maior pós graduação, em participantes, realizada em Portugal, ultrapassando as duas dezenas e meia, em Leiria.

Parecendo que definitivamente tínhamos um parceiro competente, cedo chegámos à conclusão, com a mudança da direcção do ISLA de Leiria e a saída do professor Carlos Silva que a nova direcção queria apenas usurpar os conteúdos, a organização, a competência da associação, fazendo exigências completamente desajustadas, pretendendo intervir na organização e coordenação e desejando incluir docentes seus que nunca foram reconhecidos nesta área no conjunto de pessoas envolvidas na formação. Foi mais longe: copiou a nossa pós graduação, assediou os nossos docentes e tentou angariar os nossos inscritos.

Mas como já ninguém compra gato por lebre, não atingiu qualquer objectivo convencendo ainda meia dúzia de pessoas a andarem numa formação cuja qualidade é indescritível, tendo inclusivamente uma coordenação de um elemento bem conhecido da associação que não apresenta qualquer capacidade para realizar formação na área da gestão de equipamentos destinados a pessoas idosas.

Estamos agora numa fase diferente. Mais uma vez temos um parceiro que entende a nossa posição e que respeita o nosso já longo trabalho nesta área.

A Associação nunca pretendeu ter competências que não são suas, entendendo que a coordenação científica de uma pós graduação tem que ser realizada por competentes profissionais académicos, partilhada pelos parceiros que promovem a Pós Graduação e que não deve ser detida nem por um nem por outro. Também entende que a organização logística tem, obrigatoriamente de ser comum, aproveitando todas as capacidades dos parceiros e não desenvolvida apenas por um, numa relação de cliente-fornecedor.

Entendendo o papel de cada um dos parceiros, conseguimos desenvolver esta parceria actual com a Escola Superior de Saúde da Cruz Vermelha Portuguesa em Lisboa, que permite a realização da III PÓS GRADUAÇÃO EM GESTÃO DE EQUIPAMENTOS E SERVIÇOS DESTINADOS A PESSOAS IDOSAS que, muito antes de se iniciar, é já um êxito dada a aderência de interessados e, especialmente a aderência de personalidades a quem reputamos grande relevância, como docentes e oradores nesta proposta formativa.

Muitas inovações vão ter nesta Pós Graduação, levando ao máximo o nosso empenho em poder corresponder e ultrapassar as mais elevadas expectativas.

Em Novembro daremos pois início ao terceiro passo desta pequena história.

Bem-vindos!

posgrad_noticia1_2_smaller

posgrad_noticia1_1_smaller

posgrad_noticia1_3_smaller

posgrad_noticia1_4

Ler mais

PARCERIA COM A EMPRESA SANTARIDA

Jul 13, 2016

GESTÃO DIRETA DE CASA DE RESPOUSO E

CRIAÇÃO DE CENTRIO DE FORMAÇÃO E

INVESTIGAÇÃO

A maior novidade que podemos anunciar é a concretização de um sonho da Associação. Foi já assinado um protocolo/parceria entre a Associação e a empresa SANTARIDA, detentora da casa de repouso Santa Margarida.

Este acordo determina que a gestão técnica da casa de repouso seja da responsabilidade da Associação, tendo-se iniciado já uma restruturação dos serviços e ofertas que ali existiam. Neste espaço vamos abrir as portas a todos os interessados pelo envelhecimento, estando previsto a criação de um centro de formação profissional e de um núcleo de investigação que vai trazer até nós investigadores nacionais e estrangeiros, com possibilidades de terem alojamento junto da casa de repouso e poderem ai permanecer.

A restruturação de serviços e ofertas foi da responsabilidade da associação e apresenta-se significativamente adiantada conseguindo-se em menos de dois meses constituir uma equipa interessante e garantir todos os serviços fundamentais para o funcionamento do serviço.

É uma unidade com capacidade para 60 pessoas que agora está aberta a todas as sugestões e poderá servir para concretizar todos os desejos e sonhos que os técnicos interessados nesta área não tem tido a capacidade e possibilidade de desenvolver noutras entidades.

 

Ler mais

PROCESSO DE CERTIFICAÇÃO DA DGERT

Jul 13, 2016

Está a decorrer o processo de certificação junto da DGERT para tornar a Associação uma entidade certificada. Tal processo tem como objectivo a entrada da Associação no mercado da formação profissional, com grande incidência junto de auxiliares de acção directa, auxiliares de acção médica, ajudantes de lar, assistentes operacionais, etc. Mas também as formações de nível graduado estão no horizonte da Associação.

A grande vantagem que vamos apresentar é que estas formações podem decorrer no contexto de trabalho na medida em que a Associação tem hoje um espaço próprio para esse efeito.

Sair das salas de aula e dos conteúdo fortemente teóricos e formar pessoas que pretendem trabalhar com pessoas idosas, junto delas é a grande inovação que pretendemos implementar.

 

Ler mais

PARCERIA COM A ESCOLA SUPERIOR DE SAUDE DA CRUZ VERMELHA

Jul 13, 2016

 

III PÓS GRADUAÇÃO EM GESTÃO DE

EQUIPAMENTOS E SERVIÇOS DESTINADOS A PESSOAS IDOSAS

 

Foi assinado um protocolo de colaboração entre a Associação Amigos da Grande Idade e a Escola Superior de Saúde da Cruz Vermelha Portuguesa que abre as portas de imediato ao lançamento da PÓS GRADUAÇÃO EM GESTÃO DE EQUIPAMENTOS E SREVIÇOS DESTINADOS A PESSOAS IDOSAS.

Para além da Pós Graduação que é já uma referência no mercado português, seguindo-se a duas edições que ultrapassaram a meia centena de participantes, o protocolo agora assinado pretende ir mais longe e abrir portas a outras formações em contexto de trabalho e mesmo a formação profissional de elevado nível realizada no terreno, em actividade e trabalho prático.

Em breve será anunciado o programa da Pós Graduação e as suas principais alterações com melhoria substancial dos conteúdos e das personalidades envolvidas.

 

Ler mais

GRANDES NOVIDADES PARA O SEGUNDO SEMESTRE DO ANO

Jul 12, 2016

A Associação Amigos da Grande Idade está em condições de anunciar grandes novidades para o segundo semestre de 2016, após período de intensa actividade no terreno que muito contribuirá para uma imposição da Associação na contribuição para mudanças substanciais na área do envelhecimento em Portugal.

 

Acreditando definitivamente que não podemos manter qualquer esperança nas grandes corporações e mesmo nos decisores políticos, tem que ser cada um de nós a alterar aquilo que mantem afastado o nosso País dos indicadores mínimos de qualidade na prestação e oferta de serviços a pessoas idosas. A mudança está em cada um de nós e é o nosso trabalho diário que pode alterar as condições actuais em que todos insistem em dizer que fazem bem o seu trabalho mesmo reconhecendo que ninguém aceita esse trabalho de livre vontade, continuando com lares e outros serviços carregados de pessoas que goram para lá empurradas.

 

Temos necessidade de mostrar na prática que somos capazes de deixar de violentar pessoas idosas e contribuir para que passemos cada vez mais anos após os 65, com alguma felicidade, liberdade e respeito pelos seus direitos. Na área da formação muito temos feito e iniciamos agora um caminho em que a Associação se expõe directamente na gestão de um equipamento e se disponibiliza para colaborar na gestão de quaisquer outros equipamentos e ofertas.

 

Estamos pois mais ambiciosos e cada vez mais crédulos na transformação do modelo de intervenção que se tem seguido na institucionalização e na adesão das pessoas idosas a outros modelos.

 

Ler mais

Ser feliz pode dar trabalho, mas compensa

Jul 10, 2016

“Cada um é tão infeliz quanto acredita sê-lo”

Séneca

Como referi na primeira destas crónicas, falar de felicidade, no seu sentido mais amplo, é falar de bem-estar subjectivo, enquanto tradutor das respostas emocionais das pessoas em domínios como a satisfação com a vida, a saúde e as relações interpessoais, bem como as avaliações que fazem sobre a sociedade e a governação. Ou seja, para entendermos a avaliação que os sujeitos fazem do seu nível de bem-estar, é importante saber como é que avaliam as condições sociais subjacentes, que condicionam o seu espaço de realização pessoal e logo, a sua felicidade. Como disse Marx: Não é a consciência do homem que determina o seu ser, mas, ao contrário, é o seu ser social que lhe determina a consciência. Noutras palavras, somos aquilo que podemos ser, sem perder de vista que não há determinismos sociais, apenas condicionamentos. É de pequenino que se torce o destino, como canta Sérgio Godinho.

Parece-nos, por conseguinte, interessante perceber quais são as principais diferenças
entre os portugueses que se consideram “infelizes” e “muito felizes”2, no que se refere ao conforto com que vivem, saúde, satisfação com a vida e optimismo. Note-se que, como se observa na figura seguinte, apenas 11,2% dos portugueses se consideram “infelizes”, enquanto mais de metade (56,7%) se consideram “muito felizes”.

Felicidade na Europa

FelicidadeEuropa

Quem são e onde vivem?

QuemSaoEOndeVivem

Comparando os “infelizes” com os “muito felizes”, as diferenças são evidente e claramente favoráveis aos últimos.

Os “mais felizes” são predominantemente: homens, mais novos e mais escolarizados, casados ou em união de facto, vivem no Norte, com algum conforto e boa saúde. Estão muito satisfeitos com a vida e são optimistas.

Nos “infelizes” predominam as mulheres, os mais velhos e menos escolarizados, viúvos, a viverem o Algarve, com dificuldades económicas e saúde razoável. Estão insatisfeitos com a vida e são pessimistas.

A conclusão é evidente, ser feliz compensa!

Sejam felizes e considerem a busca da felicidade o principal desígnio da vossa vida.

Rui Brites 1

Publicada em 06-06-2016 | Diário as Beiras – Opinião, pág 22
http://www.asbeiras.pt/2016/06/opiniao-coluna-da-felicidade-ser-feliz-pode-dar-trabalho-mas-compensa/


1 Sociólogo e professor universitário (rui.brites@outlook.com)

2 0 a 4 e 7 a 10, respectivamente, na escala original: 0=extremamente infeliz; 10=extremamente feliz.

 

Ler mais