Direção da Associação Amigos da Grande Idade reúne com partido Comunista Português para discutir propostas políticas para área social, na habitual ronda pelos partidos políticos representados na Assembleia da Republica.

A Direção da associação Amigos da Grande Idade, representada pelo Presidente e Vice-Presidente, iniciaram a ronda de reuniões pelos diversos partidos políticos que se vão apresentar às próximas eleições, tentando perceber as propostas políticas de cada um deles para a área social. Há 6 anos fizemos este trabalho, apresentando um relatório sobre a nossa perceção em relação às propostas políticas dos principais partidos políticos para as áreas da saúde e social. Esse relatório serviu de base de trabalho para alguns cursos de licenciatura, mestrado e doutoramento em algumas entidades académicas nacionais, o que muito nos orgulha.

Agora vamos fazer esta ronda de reuniões, sujeitando-nos à simpatia e disponibilidade das Direções nacionais dos Partidos que nem sempre facilitam este acesso.

Começamos pelo partido Comunista tendo sido gentilmente recebidos na sua sede nacional e tivemos a oportunidade de perceber as preocupações deste partido em relação á área social, centralizando-se essencialmente na incapacidade do Estado responmd4r ás necessidades dos mais necessitados e às condições de pobreza das pessoas mais velhas.

O Partido Comunista Português entende que os cuidados e serviços às pessoas idosas são uma obrigação exclusivamente do Estado que deve dar prioridade às questões sociais em detrimento de preocupações ou objetivos financeiros impostos por terceiros.

Ficou claro a posição do partido Comunista Português que exige um maior investimento na área social e que refere que as maiores dificuldades das pessoas idosas tem a ver com a sua incapacidade financeira por falta de investimento nestas pessoas e nesta área.

O partido comunista mostra-se preocupado também com a falta de estrutura representativa das pessoas idosas que não existe como parceiro social e apresenta-se contra a delegação das funções do Estado noutras entidades, sendo apenas um financiador sem garantir mecanismos de fiscalização.

O Partido Comunista Português fez-se representar por Fernanda Cardoso Mateus e Jorge Figueiredo Silva.