Andar para trás ?

Mar 26, 2014

Nova Legislação para equipamentos destinados a pessoas idosas

NOVA LEGISLAÇÃO SOBRE CONDIÇÕES TÉCNICAS DE INSTALAÇÃO E FUNCIONAMENTO DE ESTABELECIMENTOS DE APOIO SOCIAL TEM RETROCESSOS INEXPLICÁVEIS

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AAGI no Centro Hospitalar de Lisboa Norte

Mar 2, 2014

A Direção da Associação Amigos da Grande Idade, reuniu com o Exmo. Presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar de Lisboa Norte, no sentido de discutir possibilidades de parceria e colaboração entre as duas entidades.

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2014: Associação Amigos da Grande Idade Dedica à Doença Crónica

Jan 20, 2014

Doença CrónicaA Associação Amigos da Grande Idade – Inovação e Desenvolvimento, vai dedicar o ano de 2014 ao estudo, investigação, reflexão e discussão em torno da doença crónica.

Segundo dados recentes mais de metade da população portuguesa sofre de doença crónica. As doenças crónicas estão a crescer cerca de 2,5% ao ano no grupo das pessoas idosas e representam cerca de 60 a 80% das despesas em saúde, segundo alguns especialistas.

O Inquérito Nacional de Saúde 2005/2006 refere que 5,2 milhões de portugueses (54 por cento da população) sofrem de, pelo menos, uma doença crónica, mas há cerca de 2,6 milhões (29 por cento) que sofrem de duas ou mais e cerca de três por cento da população sofrem de cinco ou mais doenças crónicas.

Grande parte destes doentes recorrem permanentemente aos serviços de urgência, sendo tratados por reação, baseada em episódios agudos.

É pois urgente estudar estes doentes e a doença crónica. Identificar os doentes e as doenças, bem como as necessidades a responder para determinar novos modelos de intervenção.

Temos que procurar respostas que permitam a estas pessoas estarem tranquilamente em casa, sem necessidade de recurso a meios sofisticados de tratamento.

A Associação já iniciou este trabalho definido num documento de planeamento e estratégia que brevemente será tornado público.

O projeto “DOENÇA CRÓNICA, ENVELHECIMENTO E SUSTENTABILIDADE” vai ser desenvolvido em parceria com entidades privadas, publicas, instituições académicas, grupos formais de opinião e provavelmente com algumas associações semelhantes à nossa de outros países. Também algumas autarquias serão incluídas no projeto.

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Controle de Prescrição de Medicamentos

Dez 31, 2013

Mais uma medida defendida há muito pela Associação Amigos da Grande Idade

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Nos últimos dias assistimos a uma mediatização de uma decisão do ministério da saúde que tem a ver com a prescrição de medicamentos e consumo dos mesmos na prática hospitalar.

Noticia dada, como começamos a entender que é conveniente para a comercialização de comunicação social, pela forma negativa, apresentando-se como algo que vai contribuir para piores práticas e piores serviços e cuidados às pessoas.

A Associação há muito tempo que defende o financiamento através de indicadores de desempenho, distinguindo as melhores práticas, os melhores serviços e as melhores equipas, a exemplo do que acontece em muitos países mais desenvolvidos do que o nosso e com melhor qualidade de vida.

Um dos indicadores é o consumo de medicação.

Esta medida vem ao encontro das profundas alterações que a Associação Amigos da Grande Idade tem defendido e continuará a defender.

Ao anunciarmos, quase como maléfico, esta medida do ministério da saúde, deveríamos enquadrá-la e contextualiza-la corretamente, informando que Portugal é dos países no qual as pessoas idosas consomem mais marcas de medicamentos diferentes, muitos com efeitos semelhantes. Devíamos dizer que em muitos países, com maior qualidade de vida, o número de princípios ativos que podem ser prescritos a um doente está há muito limitado. Devíamos informar que a medicação tonou-se o principal elemento de intervenção em todas as situações incluindo as que muitas vezes tem diagnósticos completamente discutíveis.

Falamos principalmente na área das pessoas idosas e dos equipamentos destinados a estas pessoas, os lares de Idosos, onde continuamos a encontrar um modelo “terapeuta dependente”, onde tudo se resolve com recurso a medicação.

O financiamento por indicadores de qualidade e desempenho é obrigatório. Não podemos continuar a financiar práticas diferentes em termos de qualidade da mesma forma. Temos obrigação de distinguir quem trabalha melhor e assim fazer com que todos normalizem o seu trabalho por maior qualidade.

Esta é uma medida importantíssima na mudança que pretendemos na área da saúde e na área social.

Apelamos à comunicação social para abordar este tema, não de forma mediática e de notícia oportuna mas aprofundando a situação. Percebendo que hoje, na área das pessoas idosas todos os conflitos, desajustamentos e outras atitudes e comportamentos que em determinada idade são normais, no envelhecimento são tratados com medicação, encharcando as pessoas idosas de medicamentos. Perceber que a grande parte de medicação consumida em lares de idosos não é prescrita presencialmente mas habitualmente à distância, sem qualquer história clinica ou outra que suporte essa prescrição que não seja as informações dadas por pessoal sem formação e incapazes de encontrar respostas que não sejam tornar as pessoas idosas dependentes.

Mas é importante que também se perceba que o consumo exagerado de antibióticos tem a ver com práticas instituídas que não previnem, por processos instalados de negligência profissional, que grande parte dessa medicação poderia ser evitada se a avaliação do desempenho fosse mais rigorosa e se fossem exigidos processos de prevenção na saúde, dentro dos lares de idosos, mais eficazes. Perceber que não podemos continuar a consumir em larga escala antidiarreicos/antieméticos e laxantes sem que alguém trate de implementar programas de ensino, esclarecimento e informação sobre alimentação ou mesmo sem que exista um dietista ou nutricionista no Lar para controlar as ementas e determinar procedimentos mais aconselháveis. Será mais barato controlar alguns distúrbios através de processos de prevenção do que atuar posteriormente no tratamento.

A Associação não quer continuar a ser o Oráculo para a área do envelhecimento, defendendo aquilo que mais tarde ou mais cedo se vai concretizar mas perdendo anos de eficácia.

Há muito que defendemos o financiamento por indicadores e agora isso chega ao SNS, esperando que possa alertar as entidades que determinam o futuro da área social.

Como no caso dos cuidados continuados em que defendemos que não fazia qualquer sentido a distinção das unidades de longa duração com os lares de idosos (reconhecido recentemente permitindo a essas unidades construídas de raiz que pudessem ser utilizadas como lares), acertámos agora mais uma vez numa medida que há muito defendemos. Infelizmente uma e outra medida não se generalizaram ainda, continuando a perder tempo e fazendo crer que vivemos em velocidades diferentes consoante o ministério governamental que lidera cada área de intervenção.

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