Professor Doutor António Coimbra de Matos

Jun 26, 2018

“O Idoso amadurecido vive com entusiasmo mas não com grandiosidade, desafiando o futuro mas não tendo uma ideia utópica sobre esse mesmo futuro” António Coimbra de Matos (seminário Maia 2018)

O Professor Doutor António Coimbra de Matos deu uma lição sobre envelhecimento, longevidade e, especialmente sobre a forma como devemos encarar esse processo.

Iniciando a sua conferência por um tema que lhe é muito querido; a competição versus a cooperação, fez-nos facilmente concluir que só relações de cooperação (“relação de par”) é que são criadoras e que fazem as sociedades progredir.

Também nos explicou que é na posição objectável e não numa posição narcisística que a pessoa evolui e se torna ou mantem produtiva. Não devemos continuar a acumular conhecimento para nós mas a partilhá-lo nunca deixando do adquirir e só assim é que atingimos posições que podem servir para produzir, mostrando-nos aos outros.

Com frases como “o verdeiro mestre é aquele que está sempre a apreender, o professor Coimbra de Matos fala daquilo eu sabemos, sentimos, percebemos mas dificilmente conseguimos explicar.

O processo de mais anos de vida deve passar por amadurecer e não envelhecer. Amadurecer é ganhar mais vida porque se sabe viver melhor, é ganhar mais saúde porque se sabe escolher melhor e ganhar mais participação porque se pode optar. É pois um processo positivo e nunca negativo. Só se torna negativo se as pessoas assim o desejar ou alguém obrigar a que seja.

Desconstrói algumas ideias preconcebidas: os idosos são manipuladores, os idosos auto-excluem-se propositadamente, os idosos disfarçam-se. Os idosos preferem encontrar alguém que lhes trate das novas tecnologias do que aprender a trabalhar com elas, tornam-se mais exigentes e mais selectivos

Perceber de envelhecimento é permitir-lhes estas especificidades, permite o requinte, a escolha, a decisão.

Finalmente o Professor Coimbra de Matos abriu-nos a janela da sua felicidade: escolhe a luz para pensar melhor, tem a grande vantagem de mais idade mais experiência e utiliza-a, passou de funções executivas a funções consultivas, tornou-se selectivo e requintado.

Sabe bem que a vida tem um prazo mas não vive angustiado porque a mortalidade simbólica permite encarar a mortalidade com menos angústia e a actividade distinta espanta a morte “E aqueles, que por obras valerosas/ Se vão da lei da morte libertando”

Participar nos eventos da associação Amigos da Grande Idade ultrapassa actualmente muito a simples discussão do envelhecimento, do bom, do mau, das indecisões e das unanimidades que nunca se concretizam

 

 

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Mensagem do Presidente da AAGI

Jun 26, 2018

 

A Associação Amigos da Grande Idade completou agora dez anos de existência. É muito jovem comparada com as grandes corporações que tratam de assuntos do envelhecimento.
Desde cedo compreendemos que esta dedicação a uma área com tão pouco mediatismo e até incomodativa para a grande maioria das pessoas não teria grandes compensações e não seria fácil de manter. Uma convicção forte e uma gratidão por parte das pessoas idosas que fomos encontrando compensaram até hoje essa dificuldade.
Estamos numa altura crucial para o futuro do envelhecimento em Portugal e até na Europa e no Mundo. Temos rapidamente de definir prioridades e conceitos e deixar de esconder incapacidades por detrás de confusões que teimam propositadamente em manter-se.
A grande decisão é percebermos de que envelhecimento queremos tratar, cuidar, reflectir nos próximos anos. Porque há mais que um envelhecimento e isso faz toda a diferença.
Há o envelhecimento que muitos gostam e decidiram investir as suas capacidades, o seu trabalho, empenhando-se em projectos extraordinários e criativos e o envelhecimento das pessoas idosas reais, escondido dentro de casas sem ninguém, em lares não fiscalizados e nunca avaliados, mesmo sendo legais. São dois envelhecimentos distintos e que requerem honestidade quando tratados.
A Associação nasceu e cresceu nos anos do envelhecimento activo, nos anos das cidades amigas das pessoas idosas, nos anos dos velhos saudáveis e das grandes iniciativas nacionais e internacionais. Assistiu desde esses anos até hoje a um processo em que cada vez se baixa mais a idade do envelhecimento, chegando-se hoje a ter projectos destinados a pessoas idosas a partir com 55 anos!
Mas a Associação, porque também teve ai a sua origem, nunca deixou de reflectir sobre o envelhecimento institucionalizado, o verdadeiro envelhecimento que é preocupante para as sociedades e que muito diz do desenvolvimento, dignidade, respeito por parte da sociedade, que pode medir qualidade de vida de um País.
O envelhecimento só é fenómeno político, social e económico quando se traduz em alterações nessas áreas com implicações para toda a sociedade. Ora as pessoas com 55 anos o mais que podem ser é desempregados não jovens e criam de facto um problema para a sociedade mas que não deve ser confundido com o fenómeno do envelhecimento. Que culpa tem o envelhecimento das sociedades (determinado muito pela diminuição dos nascimentos) em que o mercado de trabalho não goste de pessoas que passam a adolescência?
Não, o envelhecimento traz na verdade dificuldades para a sociedade e o seu equilíbrio mas é porque se aumentaram os anos de vida sem qualidade desses anos e aumentando anos de doença. Em Portugal.
O que muito diferencia o norte do sul da europa são os anos de vida saudável depois dos 65 anos. Em Portugal são menos de metade do que em países do norte da Europa e são esses anos que custam a suportar à sociedade. Nenhum velho gasta mais dinheiro à sociedade só por ser velho. Gasta porque em Portugal ser velho é ser doente e dependente.
Estamos assim perante o maior desafio dos sistemas de suade e sociai. Um desafio com muitas semelhanças com o desafio com que nos deparámos nos anos seguintes ao 25 de Abril com a área das crianças e da mortalidade infantil.
Nessa altura foi feito um programa nacional que indicava apenas um compromisso e uma intervenção: a prevenção.
Ganhámos esse desafio e custa a crer que ainda não se tenha concluído que para o desafio do envelhecimento também seja essa a solução: a prevenção.
É este o desafio que deixo a todos, por agora, para reflectirem.

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DNDT – Associação Nacional de Diretores Técnicos

Jun 26, 2018

A DNDT, Associação Nacional dos Directores Técnicos (equipamentos e serviços destinados a Pessoas Idosas) está novamente em marcha e continua apadrinhada pela Associação amigos da Grande Idade que sempre defendeu a existência de uma estrutura para representar aqueles e aquelas cuja existência permitem a legalização e funcionamento de lares de idosos, cuidados domiciliários e centros de dia.

Depois de um primeiro arranque que constituiu a Associação e tratou de alguns aspectos logísticos legais, como o registo dos estatutos, volta agora a reunir um conjunto de profissionais, no exercício das suas funções de direcção técnica, para definitivamente iniciar a actividade para a qual prevemos grande vida e êxito e temos grandes expectativas.

Mas a DNDT é completamente independente da Associação Amigos da Grande Idade sendo a actual ligação apenas uma forma de conseguir assegurar instalações e o início da actividade para esta organização que dá os primeiros passos.

A próxima fase é a reunião geral dos sócios fundadores que tratará das eleições dos órgãos sociais que vão assegurar o trabalho entre 2018 e 2023, num primeiro mandato que não será fácil mas que se apresenta como extraordinariamente desafiante.

Esta reunião irá realizar-se na zona centro do País, estando proposta a vila de Condeixa-a-Nova, aguardando-se a resposta da Camara Municipal daquele município ao pedido de dispensa de instalações.

A DNDT, Associação nacional dos directores técnicos, está aberta a todos e todas que exerçam funções de direcção técnica, que já tenham exercido ou que esperam vir a exercer mas que apresentem ligação funcional e operacional a instituições ou entidades sociais, publicas e privadas. Tem como principal objectivo fazer reconhecer por parte das autoridades, da comunicação social e da população em geral o trabalho que desenvolvem as direcções técnicas e a importância vital para os cuidados e serviços destinados a pessoas idosas.

A Associação Amigos da Grande Idade vai dando noticias sobre este processo que desejamos se concretize rapidamente e passe ao trabalho de terreno.

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Oficinas de Trabalho e Formação

Jun 26, 2018

Uma grande novidade que a Associação tem como serviço. Vamos iniciar as OFICINAS DE TRABALHO com frequência periódica e com resposta a todas as situações que apresentem mais dificuldade na área da gestão de equipamentos e serviços a pessoas idosas e, em geral à área do envelhecimento.

Algumas das oficinas estão já determinadas e vão ensinar a construir horários de trabalho, a seleccionar e recrutar pessoas, a registar as actividades desenvolvidas num turno, a cumprir as obrigações fiscais, a concorrer a financiamentos diversos, etc.

Neste momento estamos a constituir a equipa com mais de uma dezena de potenciais formadores. A nossa selecção é simples: se sabes ensinar alguma coisa faz uma oficina e partilha esse conhecimento.

Como em todas as novas propostas temos alguma esperança em que se concretizem mas precisamos de gente que tenha esse interesse. A Associação continua a abrir as portas das oportunidades. Pena é que poucas pessoas as consigam passar.

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Início do Curso de Pós-graduação 2017/2018

Out 9, 2017

 

IV PÓS GRADUAÇÃO EM GESTÃO DE SERVIÇOS E EQUIPAMENTOS DESTINADOS A PESSOAS IDOSAS

 

Iniciou-se a 7 de Outubro a IV Pós Graduação em Gestão de Equipamentos e Serviços destinados a Pessoas Idosas.

Esta Pós Graduação é uma iniciativa realizada em parceria com a Escola Superior de Saude da Cruz Vermelha Portuguesa e vais decorrer até 30 de Junho de 2018 com 21 sessões presenciais conferindo 30 ECTS, diploma de curso e certificado de formação profissional.

A IV Pós Graduação tem algumas alterações em relação às anteriores edições, respondendo assim de forma mais pragmática às necessidades dos participantes.

Esta edição é constituída essencialmente por sois pilares: um com grande componente teórica e académica que culminará com a apresentação de artigos científicos ou trabalhos de pesquisa e outro exclusivamente prático que permitirá a cada um dos participantes desenvolver um projecto pessoal e profissional, com acompanhamento permanente de tutoria. É uma ambição significativa que muito eleva as expectativas mas temos a certeza que iremos conseguir os objectivos propostos, tendo em conta a experiencia já acumulada nas 3 edições anteriores.

No que respeita a docentes mantem-se o conjunto único de personalidades relevantes que temos conseguido juntar e que disponibilizam o seu tempo para garantir o êxito desta formação. Rui Brites, Ricardo Pocinho, Cláudia Moura, Carla Ribeirinho, Joana Ferreira, Maria João Quintela, António Fonseca, Helder Fernandes, Luís Jacob, Zaida Azeredo, António Palha, Sérgio Santos, Alexandra Neves, Paula Almeida são alguns dos docentes desta Pós Graduação.

A Pós Graduação vai integrar ainda um fim-de-semana de formação executiva que será aberto a participantes externos, constituído por sessões de formação e por oficinas de trabalho. Este fim-de-semana executivo tem o apoio de várias empresas, destacando-se a Gameiros, Servilusa, X Action e My Sénior.

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Lista de Discentes – Curso de Pós-graduação 2017/2018

Out 3, 2017

 

Já se encontra disponível a lista de discentes seleccionados para o Curso de Pós-Graduação 2017/2018. Pode consultá-la mais abaixo.

 

  1. Ana Sofia Martins Mendes
  2. Andreia Marques André
  3. Ricardo Alexandre Davide Carragosela
  4. Nuno Miguel Lopes Valente
  5. Daniela Filipa Machado Dias
  6. Isabel Paula Gomes Araújo
  7. Liliana Carina Gomes
  8. Nuno Manuel Carvalho Conceição
  9. Rebeca de Barros Caldeira
  10. Sónia Alexandre Farias de Sousa Claro
  11. Tânia Patrícia Afonso Coelho
  12. Tânia Filipe Brogueira Vieira
  13. Tiago Emanuel da Conceição da Piedade
  14. Vânia Sofia Jorge da Silva Jesus
  15. Raquel Marques de Sá Costa
  16. Nuno Miguel da Silva Pinhão Dâmaso Fazenda
  17. Mónica Alexandra Juvandes Vaz
  18. Gui do Couto Gonçalves
  19. Maria Luísa Teves
  20. Maria Teresa dos Reis Lopes Silveira Galvão
  21. Valentim dos Santos
  22. Susana Maria Nunes de Oliveira Fazenda
  23. Ana Júlia da Silva Monteiro de Macedo
  24. Filipa de Almeida Pico
  25. Paula Cristina Ferreira Soares Consciência
  26. António Mendes Abrantes
  27. Fernando Augusto Costa Pires

 

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NOVA PARCERIA: ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA ENFERMEIROS E MÉDICOS DE EMERGÊNCIA

Jul 20, 2017

APEMERGA Associação Amigos da Grande Idade estabeleceu mais dois protocolos com entidades de relevância nacional e importantes para o desenvolvimento de trabalho conjunto em várias áreas.

A APEMERG é uma jovem associação que tem como objetivos a divulgação e melhoria da imagem dos profissionais médicos e enfermeiros de emergência pré-hospitalar, , organizar eventos científicos, fomentar a investigação clinica e participar como grupo consultivo: tudo isto na área da emergência pré-hospitalar.

A Associação Amigos da Grande Idade e a APEMERG tem a intenção de desenvolver formação na área da intervenção de emergência destinada a profissionais menos qualificados que exercem funções em equipamentos e serviços destinados a pessoas idosas.

OPUS GAYA outra parceria recentemente assinada foi com a OPUS GAY, uma organização cívica de carater social criada para promover a solidariedade entre todos os membros da comunidade LGBT portuguesa, ultrapassando fronteiras politicas, geográficas, sociais e etárias.

A Associação Amigos da Grande Idade tem como objetivo discutir e refletir sobre a situação da comunidade LGBT no processo de envelhecimento, enquadrando esta reflexão num âmbito mais geral que é o da sexualidade no envelhecimento.

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