PONTO DA SITUAÇÃO

Abr 27, 2020

 

 

27 DE ABRIL 2020

 

 

1. Conforme afirmado há mais de um mês pela Associação Amigos da Grande Idade é grande prioridade do combate ao COVID 19 deveria ter-se centrado nos lares de Idosos. Não o foi e hoje deparamos com mais de 40% dos falecimentos ocorreram em lares de idosos. Esta percentagem tende em aumentar muito, podendo chegar-se a números que vão chocar toda a sociedade.

2. Como se percebe a estratégia para os lares de idosos é de grande desorientação, não se conseguindo um planeamento nacional com acções preventivas. A estratégia tem sido desenhada por resposta a ocorrências que vão surgindo, que se vão tornando evidentes e publicas através da comunicação social. Começou-se pelas tendas e pela dificuldade em definir quem devia ser transferido. Primeiro transferiram-se pessoas infectadas e depois, correctamente, pessoas não infectadas. Depois passámos aos testes. Iniciaram-se em zonas em que o COVID apresentava números menores (Alentejo e Algarve) e pelos residentes de lares. Agora e correctamente parece que se vão iniciar aos trabalhadores de lares, únicos agentes há quatro semanas para cá que, de facto, podem transmitir o vírus, dada proibição de visitas. Ainda mais recentemente lá vieram as preocupações com o confinamento e as visitas, ainda não havendo decisões sobre esse problema.

3. A desorientação é de facto muito grande e ainda que possa ser justificada em parte pelo inesperado da situação, não deve deixar-se de pedir responsabilidades a quem detém conhecimento total da situação e autoridade nacional para resolver problemas. Um dos exemplos é a última medida que envolve os centros de saúde e a sua potencial necessidade de intervirem nos lares. Ora a Associação propôs intervenção nos lares ilegais e não julga essencial a intervenção em lares licenciados que tem a obrigação de ter enfermeiro e que habitualmente tem médico (ainda que a legislação não obrigue a isso). Mas é do conhecimento de todos os técnicos de lares que os centros de saúde nunca estiveram vocacionados para esta intervenção, sendo mesmo difícil o seu apoio quando os lares o requisitam, escondendo-se em incapacidade de recursos humanos e em legislação apropriada. Ora agora à pressa e em mais uma acção de marketing vem dizer-nos que os centros de saúde vão intervir em lares. Mas que lares? Em que áreas?

4. Ficamos também admirados com a notícia da impossibilidade de enfermeiros do SNS acumularem funções em lares de Idosos e perguntamos; o SNS paga exclusividade aos enfermeiros? Então os mesmos não podem desenvolver a sua actividade paralela onde desejam através de recibo verde ou de outra forma de contratação? Podem os médicos? Ou será que tal notícia é para justificar as falhas das instituições sociais no que respeita à existência de enfermeiros sabendo-se que grande parte delas não cumpre os rácios que se encontram na legislação. Será que agora vão dizer que não os cumprem porque os enfermeiros são proibidos de trabalhar nas IPSS?. Já assistimos a justificações mais sérias e não entendemos este alerta nesta situação especial.

5. Há conclusões que já devem ser tiradas:

a) Necessidade urgente de análise e alteração significativa da legislação dos lares;
b) Repensar sobre a autoridade, coordenação, fiscalização e regulação dos lares integrando a área da saúde que deve complementar ou mesmo substituir a área social nos actuais lares com o modelo que tem e que dão resposta especialmente a pessoas doentes. Criar outras tipologias que dêem resposta a pessoas exclusivamente com problemas sociais ou de opção de vida colectiva,
c) Alertar modelo de comparticipação tratando lares sociais e lares privados de forma igual.
d) Alterar o modelo de intervenção previsto para os lares.
e) Integrar nesta análise e alteração a rede nacional de cuidados continuados que, como se está a verificar, foi completamente anulada neste processo COVID 19

6. E há preocupações que continuamos a manter e que continuam a ser esquecidas pelas entidades por falta de coragem e também de rigor. Trata-se dos lares não licenciados. Começamos a receber noticias, não confirmadas, nunca confirmadas, de mortes em lares não licenciados que passa, ao lado de qualquer registo ou controle. Existem cerca de 3000 lares não licenciados onde se encontram perto de 50.000 pessoas idosas. E nada se faz? As entidades oficiais dizem que desconhecem o que não é legal e defendem especialmente a segurança social que será confrontada com o facto de estes lares existirem sem que tenham intervido. No interior dos lares não licenciados vive-se um drama: não se expõem porque acabam com o seu negócio não licenciado, tem receio de sofrer represálias e vão escondendo a realidade.

7. A Associação reflecte: se a percentagem dos falecidos é tão elevada para os lares licenciados, não existindo registo de falecimentos em lares não licenciados, então será melhor passarmos a ter lares não licenciados. É, pelos vistos onde não morre ninguém. Mesmo sabendo que em quartos onde devem estar duas pessoas, estão seis, que não existem mais de uma ou duas auxiliares para cuidarem de 20 e 30 pessoas, incluindo fazer a alimentação e a limpeza do lar, que estas pessoas fazem as refeições nos cadeirões em cima umas das outras, que não existem quaisquer circuitos de lixos, de limpos e de sujos, que muitas vezes não tem enfermeiros durante semanas, que o estado de nutrição das pessoas passa por jantar de um pão com manteiga e uma caneca de leite com café, etc.

8. É pois fundamental a entrada nestes lares e a Associação propôs há muito tempo que esta intervenção deveria ser liderada pela autarquia local que constituía equipa de observação e depois de listar todos os lares nestas situações na sua região, visitava-os com autoridade policial e forçando entrada com justificação pelo estado de emergência, registando as pessoas que lá vivem, a sua situação, o numero de mortos já ocorrido e aplicando testes o mais rapidamente possível. Aqui justificava-se a intervenção dos centros de saúde de imediato, liderando as intervenções. Isto será salvar vidas que é o que necessitamos. As consequências logo serão tiradas. É urgente, é obrigatório, é uma responsabilidade nacional e todos seremos coniventes quando depararmos com mortes evitáveis nestas unidades.

A Associação não quer ter razão nem ficará feliz com isso. Mas tem alertado para várias situações que se veem a concretizar.

Ler mais

COVID 19 – VISITAS DE FAMILIARES AOS LARES DE IDOSOS

Abr 22, 2020

PARA QUANDO A ALTERAÇÃO DA PROIBIÇÃO ?

A Associação Amigos da Grande Idade (www.associacaoamigosdagrandeidade,com) mantem grandes preocupações com a situação dos lares de idosos em Portugal, não podendo deixar de observar que as posições que foram sendo tomadas desde o início deste problema têm sido comprovadas no terreno e felizmente adoptadas pelos organismos e entidades nacionais.

Assumimos de imediato que esta pandemia ia penalizar especialmente as pessoas idosas e muito especificamente as institucionalizadas. Falámos em números de letalidade que felizmente não estão a ser provados mas continuamos a julgar que se não forem tomadas ainda algumas medidas podemos vir a chegar a esses números, que nos indicam letalidade de 50% das pessoas idosas institucionalizadas. Propusemos que fossem encontrados locais para transferência de pessoas idosas imediatamente, após sintomas de COVID, numa primeira fase, e na segunda fase transferência de pessoas que não estivessem infectadas mantendo as pessoas infectadas nos locais onde estavam que já eram locais infectados. Alguns casos pontuais tomaram essa feliz decisão, noutros ainda andamos a deslocar pessoas infectadas deixando para trás outras pessoas nos locais onde as primeiras infectaram. Está errado e vamos pagar as consequências desse erro.

Batemo-nos pela intervenção de técnicos e autoridades exteriores nos lares onde existisse infecção e, em muitos casos, isso foi feito. Alertámos para as dificuldades dos lares, a sua incapacidade em cumprir normas feitas em cima do joelho e a impossibilidade de constituir equipas em espelho e de, de um momento para o outro, tratarmos os lares como unidades de saúde. Continuamos ainda a lutar pela realização de teste em todos os lares e muito especialmente nos que não apresentam pessoas com sintomas, prevenindo a entrada do vírus que só pode chegar do exterior, sendo pois necessário testar todos os trabalhadores dos lares com a máxima urgência. Insiste-se em testar quando há sintomas que é o mesmo que testar o que está aparentemente testado.

Mas hoje a Associação já tem outras preocupações que devem levar a um debate aberto nacional sem constrangimentos e sem receios do politicamente incorrecto. Trata-se da proibição das visitas aos lares e da manutenção desta regra de forma dura e inflexível.

Ora quem trabalha em lares de idosos já sente hoje as tremendas dificuldades que esta situação promove. A angústia, o sofrimento, a ansiedade e a falta de entendimento desta proibição é violenta para os residentes dos nossos lares. Muito violenta. E começam a surgir sinais de algum descontrolo de situações em consequência deste estado que foi necessario e correctamente criado.

Contudo, não querendo defender a liberalização total das visitas dos familiares aos residentes de lares e entendendo a necessidade de continuarem a existir contenções, não podemos aceitar que ninguém pense em atenuar este problema. Todos nós, que trabalhamos em lares temos essa obrigação. Como vamos resolver esta situação atendendo a que as mais optimistas noticias que temos é o Exmo. Senhor Presidente da Republica a “atirar” para o verão de 2021 a possibilidade de um regresso à normalidade. Vamos ter contenção de visitas em lares até ao verão de 2021? Ou até mesmo ao verão de 2020? Proibição total de visitas?

A Associação Amigos da Grande Idade vai promover um debate sobre este problema, chamando a si as opiniões de centenas de colaboradores, de ex-formandos e actuais alunos da Pós Graduação e abrindo o debate a toda a população em geral, apelando a que todos possam contribuir para soluções que temos a obrigação em encontrar em defesa das pessoas idosas institucionalizadas cuja vida muito depende de decisões a tomar.

Queremos assumir com naturalidade que não podemos continuar a justificar aos nossos residentes, diariamente que não podem ver os filhos e os netos porque há uma grande infecção no País. Estamos a falar de pessoas entre os 80 e 100 anos, muitas delas com as suas capacidades cognitivas deterioradas que não nos entendem. Podemos dizer que as chamadas de vídeo e a criatividade em encontrar formas de contacto à distância que temos conseguido são o bastante. Mas não são. Há residentes que já não querem falar ao telefone e não entendem porque o filho não aparece. Há residentes que nem se revêem e nem revêem ninguém nessas chamadas de video.

Em tom, de choque para libertar opiniões e consciências parafraseamos um conhecido provérbio português: ANTES A MORTE QUE TAL SORTE.

As opiniões devem ser enviadas para associacaoamigosdagrandeidade@gmail.com ou através da página https://www.facebook.com/aagi.portugal/ no facebook.

Ficamos a aguardar com esperança o envio de opinião e propostas de solução.

Ler mais

INFEÇÃO POR COVID 19

Mar 31, 2020

 

 

PEDIDO DE CRIAÇÃO DE ESTRATÉGIA NACIONAL PARA GESTÃO DA CRISE EM LARES DE IDOSOS

PROPOSTAS DE MEDIDAS

 

ENQUADRAMENTO

A infeção por COVID-19 veio mostrar um conjunto de fragilidades ao nível das políticas seguidas nas últimas décadas para a população idosa, negligenciada na abordagem da sociedade, que não acolhe e protege o seu maior capital de investimento, o conhecimento das pessoas com mais anos de vida.
Como podemos perceber anteriormente, não estamos preparados para fazer face à infeção por COVID19 em Lares de Idosos, devido à sua letalidade que em termos internacionais é de cerca de 50%.
Os modelos seguidos até aqui, por parte das autoridades de saúde nacionais, têm-se mostrado pouco sustentado, pouco alicerçado na realidade há muito vivida noutros países, nomeadamente no EUA, Espanha e Itália.
Numa perspetiva de cuidado da sociedade, respeito pela vida humana e acima de tudo o respeito pela dignidade dos valores éticos e morais de toda uma sociedade é pedido neste documento que se encare o problema acumulado ao longo de décadas, da criação de reservatórios de baixo custo por parte do estado de idosos, numa oportunidade de pouco cuidado da sociedade, com as pessoas de maior vulnerabilidade e desprotegidas.
A presente infeção por COVIDE 19, atirou a responsabilidade para os gestores e colaboradores, das instituições mencionadas em epigrafe, da gestão desta crise, numa clara e absurda desresponsabilização das instituições publicas, dos decisores políticos, apenas elevando a discussão de circunstância temerosamente infame e humanamente reprovável, sobre quais os critérios que vamos utilizar para ventilar pessoas nos próximos tempos, onde de resto os idosos não farão parte.
Estas instituições, quer sociais, privadas ou outras têm lutado contra a crescente desresponsabilização do estado, face ao acumular de pessoas com difíceis de autocuidado, difíceis funcionais cada vez mais elevado, onde se somam as comorbidades associadas como sendo a hipertensão, a doença cardíaca, a doença renal, a diabetes, a obesidade e/ou doença pulmonar, em cada vez maior número, em instituições de baixo custo.
Não dotámos estas organizações do necessário aumento das necessidades de prestadores, prestadores qualificados ao nível da saúde, em qualificações e em número suficiente, tendo-se revertido com a infeção por COVID19, numa tragédia nacional, há muito propalada.
O nosso prestigiado José Saramago fundamentou uma espécie de Ensaio sobre a Cegueira (1995), que narra a história da epidemia da cegueira branca que se espalha por uma cidade, causando um grande colapso na vida das pessoas e abalando as estruturas sociais (EC, 1995). Reler este prestigiado Autor não poderia deixar de ser uma mais valia para os dias de hoje. No entanto, a cegueira tem, neste pedido, contornos nacionais, na refundação do futuro da nação, em termos de estratégia nacional para os cuidados às pessoas idosas.
Não obstante à problemática em curso nos Lares legais de idosos, apercebemo-nos do que podemos apelidar, do sofrimento silencioso e amargo, das pessoas que estão a ser cuidadas em Lares de Idosos sem alvará, ou ilegais. Não é apenas uma nuance, segundo dados recentes teremos cerca de 94.000 pessoas em lares com alvará e cerca de 35.000 pessoas em lares sem alvará, os números são astronómicos. A problemática dos mais vulneráveis na sociedade, reverte-se de importância elevada, pois serão os idosos sem abrigo nos lares com alvará, por questões de abandono familiar, falta de consciência humana dos proprietários, dos profissionais, ou da conivência de outras instituições publicas, que militam, numa angústia cada vez maior na insistência de processos de adequação que duram décadas.
A Associação amigos da Grande Idade, vem agradecer e considerar o esforço da Comunicação Social, como um incremento valioso, prestigiado e de grande interesse nacional, deste modo aplaude de pé, o seu contributo anterior e futuro para esta causa maior na nossa sociedade.

ENQUADRAMENTO DO PROBLEMA

Espanha, nem bons ventos nem bons cuidados a idosos, foi amplamente noticiado a profunda angústia humana, com a descoberta de cadáveres em Lares de Idosos, por Militares, que jaziam a aguardar o transporte, junto de outros idosos vivos, por alegada inabilidade da consciência animalesca dos seus dirigentes e responsáveis locais.
No EUA, observamos os vários comunicados descritos na Nursing Home Life Care Center of Kirkland, Centers for Disease Control and Prevention (2020), e em várias fontes de informação onde foi possível extrair dados sobre as dinâmicas e fatos mensuráveis ao longo de trinta dias. Esta instituição tinha a 19 de fevereiro, no seu quadro de pessoas 180 funcionários e 120 residentes. A idade média dos residentes que apresentaram resultado positivo para COVID-19 foi de 81 anos e dos colaboradores foi entre 42,5 e 62 anos. Após análise dos dados recolhidos constatamos que 65,1% das pessoas idosas a quem foi diagnosticada a infeção por COVID-19 são do sexo feminino. Ao fim de 20 dias do primeiro caso identificado, mais de metade (56,8%) dos residentes apresentaram resultado positivo para o coronavírus e foram hospitalizados, ao fim de 30 dias, a taxa de letalidade rondava os 50%.
É, pois, neste ambiente que postulamos a nossa própria insuficiência, como forma de tentarmos usar meios de proteção para não contribuirmos, para a epidemia de cegueira que se espalha pelo país, num colapso na vida das pessoas idosas em Lares e dos seus próprios dirigentes e demais colaboradores.
Tomando consciência de que neste momento nos Lares de Idosos existe de forma dramática, o risco de aumento de óbitos e do sofrimento, com as causas bem identificadas como sendo: Falta de material de Proteção Individual em Lares de Idosos; Desconhecimento na utilização deste material de proteção individual por parte dos Profissionais; Falta de diagnóstico em termos de triagem de sintomas; Falta de desenvolvimento de testes individuais; Número de profissionais insuficientes; e Abandono precoce dos vínculos laborais destes profissionais. Propomos a criação da estratégia nacional seguinte.

MEDIDAS PROPOSTAS MEDIDAS PARA DIMINUIR O RISCO DESCRITO

1. Criação de grupos de trabalho concelhios monitorizados nacionalmente, para implementação de medidas de apoio, proteção e gestão de crise em cada município.
2. Criação no prazo de uma semana de locais com reserva de camas, de 50% da capacidade concelhias em lares de idosos, para internamento de pessoas idosas, provenientes de lares de idosos, com infeção de COVID19.
3. Retirada das pessoas idosas com COVID19 dos lares de idosos, para proteção e tratamento no período de quarentena.
4. Implementação de normativos por parte da DGS, com o controle dos grupos concelhios, para implementação de estratégias de controle de infeção, como a implementação de circuitos de limpos e circuitos de sujos, circuitos de roupa, medicação, alimentação, consumíveis, fardamento, etc.
5. Fornecimento de forma imediata, de forma gratuita, de equipamentos de proteção individual, como máscaras, batas e outro material de proteção, de forma permanente e sempre que solicitado por estas instituições.
6. Monitoramento constante de sintomas dos residentes, por parte dos ADC-Comunidade, dos cuidados de saúde primários, recentemente criados, dedicação de profissionais destacados, para monitoramento dos lares de idosos.
7. Testagem e triagem ativa para COVID 19, das pessoas idosas a residir em Lares de Idosos.
8. Testagem e triagem ativa para COVID 19, dos profissionais em Lares de Idosos.
9. Desinfeção das áreas conexas exteriores e interiores, segundo normativo internacional.
10. Aumento da comparticipação estatal dos valores para Lares de Idosos, durante o estado de emergência, para fazer face ao aumento dos custos e a diminuição do risco do aumento do sofrimento e óbitos.
11. Comparticipação gratuita de testes diagnostico para residentes e profissionais.
12. Nos lares não licenciados e ainda sem processo de monitorização da Segurança Social, a identificação da sua geolocalização, com recurso ao apoio da GNR, PSP, proteção civil e militares do exército, para monitorização de sintomas, testagem de idosos, colaboradores para a infeção por COVID19. Introdução no circuito acima proposto, com transferência posterior dos idosos, para os lares com alvará, depois desta crise.
13. Controle dos lares não licenciados por parte das forças militares, até ao seu fecho.
14. O encerramento imediato, sem recurso de condição, com o fim do estado de emergência e a criação de uma moldura penal equivalente ao crime de homicídio por neglicência, para proprietário.

BIBLIOGRAFIA
• LONGMAN, J. (2020). 100,000 Coronavirus Cases Worldwide. World News with Diane Sawyer,
• Dall’Ora, C., Griffiths, P., Emmanuel, T., Rafferty, A. M., Ewings, S., Sermeus, W., Van den Heede, K., Bruyneel, L., Lesaffre, E., Aiken, L., Smith, H., Sloane, D., Marie Rafferty, A., Jones, S., Ball, J., Kinnunen, J., Ensio, A., Jylhä, V., Busse, R., & Zander, B. (2020). 12‐hr shifts in nursing: Do they remove unproductive time and information loss or do they reduce education and discussion opportunities for nurses? A cross‐sectional study in 12 European countries. Journal of Clinical Nursing (John Wiley & Sons, Inc.), 29(1/2), 53–59. https://doi.org/10.1111/jocn.14977
• Novack, J. (2020). 8 Ways Coronavirus Will Drastically Alter Boomer Retirements. Forbes.Com, N.PAG.
• Spurlock, D., Jr. (2019). A Guide to Guidelines for Nursing Education Researchers. The Journal Of Nursing Education, 58(2), 69–71. https://doi.org/10.3928/01484834-20190122-02
• Voskuhl, J., & Bass, D. (2020). CDC “Mortality” Report Cites Nursing Home Risks as Cases Mount. Bloomberg.Com, N.PAG.
• PR Newswire. (2020, March 16). Children of employees of Heart of Hospice – Acadiana write letters to residents in nursing homes and assisted living facilities to help mitigate impact of social isolation during COVID-19 outbreak. PR Newswire US.
• Kamp, J. (2020, March 11). Coronavirus Spreads to More Elder Facilities in Seattle Area. Wall Street Journal (Online), N.PAG.
• Björnsdóttir, K., Thêrarinsdêttir, K., & Kristjánsson, K. (2017). Development of Hermes, a New Person-Centered Assessment Tool in Nursing Rehabilitation, Through Action Research. Advances in Nursing Science, 40(2), 207–221. https://doi.org/10.1097/ANS.0000000000000132
• Arren Kimbel-Sannit, J. S. and A. N. (n.d.). Ducey declares state of emergency to confront coronavirus. Arizona Capitol Times (Phoenix, AZ).
• Dutton, S., & Kozachik, S. L. (2020). Evaluating the Outcomes of a Web-Based Stress Management Program for Nurses and Nursing Assistants. Worldviews On Evidence-Based Nursing, 17(1), 32–38. https://doi.org/10.1111/wvn.12417
• Aiken, L. H., & Fagin, C. M. (2018). Evidence‐based Nurse Staffing: ICN’s New Position Statement. International Nursing Review, 65(4), 469–471. https://doi.org/10.1111/inr.12499
• Global Fatality Rate 3.4%; Olympics Delay Possible: Virus Update. (2020). Bloomberg.Com, N.PAG.
• Bryan P. Sears. (n.d.). Hogan: Older Marylanders should stay home during outbreak. Daily Record, The (Baltimore, MD).
• Ashurst, A. (2020). How to …. maintain a safe care home environment. Nursing & Residential Care, 22(4), 1–2. https://doi.org/10.12968/nrec.2020.22.4.7
• Sasso, L., Bagnasco, A., Catania, G., Zanini, M., Santullo, A., Watson, R., Sermeus, W., & Aiken, L. (2019). Il numero di pazienti assistiti da ogni infermiere, le cure mancate, la qualità dell’assistenza e la sicurezza dei pazienti. Alcuni dati italiani dello studio RN4CAST per una riflessione condivisa. L’Infermiere, 56(3), e43–e50.
• Sasso, L., Bagnasco, A., Scelsi, S., Zanini, M., Catania, G., Rossi, S., Dasso, N., Petralia, P., Sermeus, W., & Aiken, L. H. (2019). Impatto dell’Assistenza Infermieristica Pediatrica sulla qualità delle Cure: RN4CAST@IT-Ped, un’analisi descrittiva. L’Infermiere, 56(4), e73–e80.
• Ostrov, B. F., & Healthline, C. (2020). In face of coronavirus, many hospitals cancel on-site training for nursing and med students. FierceHealthcare, N.PAG.
• Stagner, T. S. (2017). Introduction of Evidence-Based Practice to Acute Stroke Center Nursing in Jakarta, Indonesia. Introduction of Evidence-Based Practice to Acute Stroke Center Nursing in Jakarta, Indonesia, 1.
• Legacy Healthcare. (3 C.E., Winter 2020). Legacy Healthcare’s “Letters of Love” Program Matches Over 400 Residents With Pen Pals. Business Wire (English).
• Livindi, I. (3 C.E., Summer 2020). Livindi Announces LivindiSolo to Keep Seniors and Families Connected. Business Wire (English).
• Bryan P. Sears. (n.d.). Md. advising nursing homes to limit visitors, employee travel. Daily Record, The (Baltimore, MD).
• Journal Record Staff. (n.d.). Medically unnecessary visitation suspended. Journal Record, The (Oklahoma City, OK).
• McAllen, E. R., Stephens, K., Biearman, B. S., Kerr, K., & Whiteman, K. (2018). Moving Shift Report to the Bedside: An Evidence-Based Quality Improvement Project. Online Journal of Issues in Nursing, 23(2), 1. https://doi.org/10.3912/OJIN.Vol23No02PPT22
• Aiken, L. H., Sloane, D. M., Barnes, H., Cimiotti, J. P., Jarrin, O. F., & McHugh, M. D. (2018). Nurses’ And Patients’ Appraisals Show Patient Safety In Hospitals Remains A Concern. Health Affairs, 37(11), 1744–1751. https://doi.org/10.1377/hlthaff.2018.0711
• Sidani, S., Manojlovich, M., Doran, D., Fox, M., Covell, C. L., Kelly, H., Jeffs, L., & McAllister, M. (2016). Nurses’ Perceptions of Interventions for the Management of Patient-Oriented Outcomes: A Key Factor for Evidence-Based Practice. Worldviews On Evidence-Based Nursing, 13(1), 66–74. https://doi.org/10.1111/wvn.12129
• White, E. M., Aiken, L. H., Sloane, D. M., & McHugh, M. D. (2019). Nursing home work environment, care quality, registered nurse burnout and job dissatisfaction. Geriatric Nursing (New York, N.Y.). https://doi.org/10.1016/j.gerinurse.2019.08.007
• LAMANTIA, J. (2020). Nursing homes, hospitals prep to treat Covid-19: Facilities focus on distributing infection-control information to nurses and other staff as well as screening visitors for symptoms. Crain’s New York Business, 36(8), 25.
• Nursing-home advice. (2020). Crain’s Detroit Business, 36(10), 3.
• Aiken, L. H., Sloane, D. M., Ball, J., Bruyneel, L., Rafferty, A. M., & Griffiths, P. (2018). Patient satisfaction with hospital care and nurses in England: an observational study. BMJ Open, 8(1), e019189. https://doi.org/10.1136/bmjopen-2017-019189
• Mareckova, J., PhD, & Regec, V., PhD. (2019). Pilot project: evidence-based methodology in education of future teachers. International Journal of Evidence-Based Healthcare, 17, S62–S64. https://doi.org/10.1097/XEB.0000000000000177
• Ball, J. E., Bruyneel, L., Aiken, L. H., Sermeus, W., Sloane, D. M., Rafferty, A. M., Lindqvist, R., Tishelman, C., & Griffiths, P. (2018). Post-operative mortality, missed care and nurse staffing in nine countries: A cross-sectional study. International Journal of Nursing Studies, 78, 10–15. https://doi.org/10.1016/j.ijnurstu.2017.08.004
• Lasater, K. B., Sloane, D. M., McHugh, M. D., & Aiken, L. H. (2019). Quality of End‐of‐Life Care and Its Association with Nurse Practice Environments in U.S. Hospitals. Journal of the American Geriatrics Society, 67(2), 302–308. https://doi.org/10.1111/jgs.15671
• White, E. M., Aiken, L. H., & McHugh, M. D. (2019). Registered Nurse Burnout, Job Dissatisfaction, and Missed Care in Nursing Homes. Journal of the American Geriatrics Society, 67(10), 2065–2071. https://doi.org/10.1111/jgs.16051
• Sasso, L., Bagnasco, A., Petralia, P., Scelsi, S., Zanini, M., Catania, G., Aleo, G., Dasso, N., Rossi, S., Watson, R., Sermeus, W., Icardi, G., & Aiken, L. H. (2018). RN4CAST@IT‐

Ler mais

11º Fórum Internacional de Ulceras e Feridas

Fev 24, 2020

Realiza-se em Aveiro, nos próximos dias 13 e 14 de Março o 11º Fórum Internacional de Ulceras e Feridas. A Associação Amigos da Grande Idade marcará presença e aproveita este evento para assinar o protocolo com a ELCOS, Sociedade Portuguesa de Feridas.
Anunciaremos também o início do projecto “STOP ÀS ULCERAS E FERIDAS EM LARES DE IDOSOS” que distinguirá todas as estruturas que aderirem a este programa.
Consulte:
https://www.sociedadeferidas.pt/

Ler mais

Protocolo entre a ELCOS e a AAGI

Fev 24, 2020

A Associação Amigos da Grande Idade anuncia, com honra, a assinatura de protocolo com a ELCOS. Sociedade Portuguesa de Feridas. Trata-se de uma entidade especializada nas feridas e ulceras de pressão em pessoas idosas.

Este Protocolo vai ser assinado formalmente durante a realização do 11º Fórum Internacional de Ulceras e Feridas que se realiza em Aveiro a 13 e 14 de Março no Centro Cultural e de Congressos.

Este protocolo dará de imediato origem a um importante projecto nacional que iremos designar por “STOP às Feridas e Ulceras em Lares de Idosos”.

O Projecto envolve Formação específica nesta área, disponível para técnicos e colaboradores de lares de Idosos e ainda cuidadores informais e terá a intervenção dos inúmeros técnicos especializados em feridas e ulceras da ELCOS.

Será também editado Guia para o combate a feridas e ulceras e lançada uma creditação para lares e outros serviços que não tenham ou combatam com rigor e competência esta situação em Pessoas idosas.

Ler mais

Audiências com os Grupos Parlamentares

Fev 19, 2020

A Associação reune com deputado José Soeiro (BE) iniciando as audiências com os grupos parlamentares

No decurso do processo de maus tratos a pessoas idosas que a Associação pretende desenvolver a Associação Amigos da Grande Idade reuniu com o deputado José Soeiro, coordenador do Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda e elemento da Comissão do Trabalho e Segurança Social.

Esta reunião teve como causa o processo de maus tratos a Pessoas Idosas institucionalizadas que tiveram como ponto de partia a situação de Valpaços com os pais do nosso colaborador Jorge Araújo. Estes acontecimentos largamente divulgados pela comunicação social, levantaram finalmente o véu, muito transparente daquilo que passa com as pessoas idosas institucionalizadas. Finalmente chegaram ao publico imagens impossíveis de negar e que violam todas as consciências e impõem forte acção por parte de todos nós.

Tratar mal pessoas idosas é já um procedimento que não admira a sociedade que, em geral, condena esses acontecimentos mas raramente os denúncia ou actua sobre eles. Também as entidades mantêm uma venda nos olhos sobre estas situações, por demais conhecidas e que são assunto diário de conversas e de intervenções em congressos, seminários e outras reuniões científicas.
O Deputado José Soeiro mostrou-se seriamente preocupado com a situação e comunicou a sua determinação em não deixar que este caso de Valpaços e esta situação em geral caia no esquecimento, levando-a mesmo a discussão à Assembleia da Republica.

A Associação e o seu colaborador, líder deste processo, Jorge Araújo, fica grata a este compromisso e tudo vai fazer para poder apresentar dados e fornecer informação que possa servir de reflexão aos mais elevados decisores do País mas que acima de tudo imponha acções profundas nesta área das Pessoas idosas e do envelhecimento institucionalizado
Acreditamos que este possa ser um primeiro passo e abra as portas a uma discussão de homens e mulheres livres, destituídos de qualquer interesse privado ou corporativo,
As Pessoas idosas do nosso País que se encontram institucionalizadas em instituições e/ou institucionalizadas nos seus domicílios por incapacidade e dependência, merecem o empenho de todos nós. Este é um assunto de interesse público e nacional e nenhum de nós deve ser alheio a estas situações.

A Associação apresentou ao Deputado José Soeiro um pequeno caderno de encargos para discussão: os maus tratos em geral na Institucionalização e a falta de formação profissional especifica nesta área; as insuficiências da fiscalização, orientação e acompanhamento por parte da segurança social e de outras entidades reguladoras; a legislação ultrapassada e deprimente que se mantem sem alterações há dezenas de anos; o modelo de comparticipação existente e o drama pantanoso e escondido dos lares ilegais.

Ler mais

Reunião com Bastonária da Ordem dos Enfermeiros

Fev 19, 2020

A Associação e Jorge Araújo reunem com bastonária da Ordem dos Enfermeiros.

O nosso colaborador Jorge Araújo foi convidado pela Bastonária da Ordem dos Enfermeiros para discutir os acontecimentos que se passaram com os seus pais no Lar da Santa Casa da Misericórdia de Valpaços, sujeitos a maus tratos, gravados em imagens vídeos publicadas por vários órgãos de comunicação social.

Jorge Araújo, enfermeiro de profissão, fez questão de lamentar o comportamento de colegas seus no decorrer deste processo e os receios que isso possa ser generalizado, dando a imagem do enfermeiro como conivente com situações destas.

Esta reunião foi acompanhada pela Associação Amigos da Grande Idade que há muito chama a atenção para a responsabilidade dos enfermeiros a trabalharem em lares de idosos sem o mínimo de condições e sem o cumprimento de rácios mínimos de enfermeiros.

A Bastonária da ordem dos Enfermeiros mostrou grande conhecimento da situação e muitas preocupações informando que muito tem intervindo mesmo por decisão da Ordem e sem denuncias.

Quando se trata de denuncias os casos são de imediato investigados e os enfermeiros responsabilizados pelos seus actos.

É importante perceber-se que o mercado de trabalho actual impõe aos enfermeiros a procura de soluções de emprego, aceitando condições que não dignificam a profissão nem os próprios. De qualquer forma deve insistir-se que trabalhar em lares ilegais é ilegal e não denunciar más práticas, falta de condições, abusos e especialmente maus tratos é uma obrigação deontológica dos enfermeiros.

Ficou o compromisso informal de iniciar um trabalho de reflexão sobre a enfermagem em lares de idosos com a possibilidade da emissão de guião, especialmente para alertar os enfermeiros sobre as más práticas e os sinais que devem ter em atenção para mudarem a actual situação nos lares de idosos.

Hoje a legislação define um lar de idosos como um local onde se prestam obrigatoriamente cuidados de enfermagem mas depois só determina o número de enfermeiros necessários pelo número de clientes, não referindo qualquer carga horária ou obrigatoriedade de presença. É uma lei pouco leal para a enfermagem, na medida em que por um lado impõe responsabilidades muito sérias aos enfermeiros e por outro lado não impõe condições de trabalho e obrigatoriedade de cumprimento de regras por parte das instituições ou entidades.

Acreditamos que desta vez a Ordem dos Enfermeiros se imponha nesta área e inicie um trabalho de acompanhamento e lideranças neste mercado de trabalho.

Ler mais